"Quero pedir a vocês o mesmo que pedi na Bahia, para que façam uma onda para a gente ganhar essa eleição no segundo turno. Peco uma onda sergipana forte que nos dê a vitória", afirmou. "Até o dia 26, falem com seus vizinhos, amigos, parentes, conhecidos e defendam o voto no nosso projeto, que é o voto do crescimento do Brasil. Essa onda sergipana tem que contaminar a todos os sergipanos. Vamos para as ruas, com muita alegria no coração, porque se eles mentem, nós respondemos com a verdade. Se eles destilam ódio, nós vamos responder com a esperança", retrucou.
Sobre a declaração de FHC, Dilma se disse "muito preocupada". "O ex-presidente FHC falou que meus votos eram votos das pessoas desinformadas", disse a presidente, sendo interrompida por muitas vaias. "Meu total repúdio a uma fala preconceituosa dessas", afirmou ela, sendo bastante aplaudida.
Sem citar o nome do tucano Aécio Neves, a presidente afirmou que ela é "diferente" do adversário. "Quando tivemos a oportunidade de fazer, porque tínhamos sido eleitos, nós fizemos. Quando tivemos as condições, nós fizemos. E quero dizer que vamos fazer ainda mais. Não sei se vocês já notaram, mas o meu adversário tem uma mania de dizer que tudo o que fizemos que deu certo ele vai continuar e fazer melhor. É muito engraçada essa mania. A pergunta que faço é porque eles não fizeram antes? Porque não fizeram quanto tiveram as condições? Nós lutamos e fizemos e por isso somos nós quem saberemos fazer melhor", ressaltou.
Contra o candidato da oposição, Dilma rebateu ainda uma declaração dele contra o reajuste do salário mínimo. “Outra dia meu adversário dizia que o salário mínimo tinha crescido muito. Estranha essa fala. O salário mínimo é a base do que ganha o trabalhador. Com Lula e comigo, o salário mínimo cresceu 70% acima da inflação”, defendeu. E disse mais: “Diante de qualquer crise, nós jamais vacilamos. Desde lula passando pelo meu governo, criamos 21 milhões de empregos com carteira assinada. A taxa de desemprego no Brasil, atualmente, é a menor da nossa história: 5%. No período deles era de 11,7%”, afirmou.
Nordeste
Ao citar dados do desenvolvimento no Nordeste, ela ressaltou que a região cresceu mais do que o restante do país. “Acho que desinformados estão aqueles que acham que o Nordeste é igual ao que era há 15 anos. Eu sei que o Nordeste mudou para melhor”, afirmou, numa nova crítica a FHC.
“Em toda a região, 1,5 milhão de casas receberam energia elétrica; 2,2 milhões de trabalhadores fizeram cursos técnicos e de qualificação profissional; 30% do Pronatec foi feito no Nordeste, o que significa que a população nordestina tem sede de conhecimento. Eu e Lula criamos 7 novas universidades no interior do Nordeste, trouxemos 141 escolas técnicas. 630 mil jovens fizeram universidade no Nordeste, através do Prouni e Fies sem contar a universidade pública. Um milhão de famílias tiveram acesso ao Minha Casa Minha Vida. Desde 2003, quatro milhões de empregos formais foram criados. Eu e Lula cumprimos a nossa palavra”, afirmou.
Discursos
Além de Dilma, discursaram no evento de ontem o governador Jackson Barreto (PMDB), a ex-primeira-dama Eliane Aquino, o deputado federal Rogério Carvalho (PT) e o governador Jaques Wagner (PT). “Vencemos a primeira etapa desta luta com a ajuda de vocês, dos prefeitos, vereadores, vice-prefeitos, deputados, candidatos, companheiros e companheiras. Mas ainda não vencemos a guerra. Vamos vencer com a eleição de Dilma. O Brasil precisa, o Nordeste precisa”, afirmou o governador.
Eliane Aquino, ao discursar, fez referência ao ex-governador Marcelo Déda. “Pela primeira vez não teve aquela sorrisão para receber a senhora. Mas sei que ele está no rosto e no sorriso de cada um aqui. É por isso que Sergipe elegeu a senhora em todos os municípios”, afirmou ela. Rogério, por sua vez, conclamou os sergipanos a retornarem às urnas no dia 26 para dar, novamente, a vitória a Dilma. “Vamos continuar nas ruas para fazer Dilma presidente outra vez”, disse ele.
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