O candidato do PSDB ao governo do DF, Luiz Pitiman, que ficou em quarto lugar na disputa com 68,3 mil votos (4,46%), assim como o núcleo político da legenda, analisa os programas de governo de Frejat e Rodrigo Rollemberg (PSB) para definir qual dos dois apoiar. A relevância programática pode não ser a única razão, já que na esfera presidencial, Marina Silva, que concorreu pelo PSB, está em sintonia com Aécio, o que, automaticamente, torna a aliança entre tucanos e republicanos no DF algo mais complicado. Afinal, a ex-senadora é muito próxima de Rollemberg e tem grande força junto ao eleitorado em Brasília.
“A adesão do PSB à candidatura do Aécio nos estimula a continuar discutindo para avaliarmos se há possibilidade de essa sintonia se replicar no DF. Sabemos que há uma ligação entre alguns de nossos membros com o grupo do Frejat, e isso se deu, inclusive, durante a campanha. Nossa decisão deverá traduzir a discussão das nossas propostas programáticas com o próximo governador eleito”, disse Pitiman.
Por outro lado, ontem (8), o diretório regional do PSOL tornou público o posicionamento de não apoiar qualquer dos dois candidatos no segundo turno e os criticou duramente, postura similar à adotada pela candidata a presidente da República Luciana Genro (Psol) e pelo núcleo nacional do partido com relação ao segundo turno presidencial.
Já o PV-DF, que esteve coligado à candidatura de Agnelo Queiroz (PT) no primeiro turno, deve definir hoje a orientação regional para o segundo turno. Nacionalmente, o PV vai apoiar a candidatura de Aécio, e no DF, é provável que o apoio vá para Rollemberg. PV e PSB têm longo histórico de alianças e de afinidades programáticas, segundo o presidente regional do PV Eduardo Brandão, isso não diz muita coisa. “Temos uma grande proximidade com o PSB, mas o que vai influenciar nossa decisão é o compromisso que o próximo governo terá com a mudança que as ruas exigem".
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