No programa Bom dia, Ministro desta quarta-feira (10) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou sobre o Programa Mais Médicos, e destacou que o programa dá prioridade para participação dos médicos brasileiros. Os médicos que atuam no Brasil terão até 25 de julho para se inscrever. Após esse período, se ainda sobrarem vagas, profissionais de outros países serão convidados.
“No caso do médico que atua no país o critério é ter seu registro profissional, estar atuando no país, não ter nenhuma queixa por conta do seu histórico de trabalho e não pode estar trabalhando na atenção básica de um município. Vai poder ter a supervisão de uma universidade, vai fazer todo o processo de especialização, toda a formação que é oferecida, além de receber R$ 10 mil por mês e mais uma ajuda de deslocamento dependendo da região para onde ele for”, explicou.
O ministro também relembrou os critérios para que os municípios se candidatem a receber profissionais médicos pelo programa. Segundo Padilha, as capitais e as regiões metropolitanas que têm unidades de saúde na periferia, nos bairros mais pobres e os municípios do interior têm maior carência de profissionais.
“Os municípios que ficam na região de fronteira do país e os municípios que ficam no conjunto da reunião amazônica ou que têm população indígena e populações rurais, mas qualquer município pode se inscrever, e mostrar uma unidade de saúde, sobretudo na região mais pobre do município que possa ter carência de médicos”, disse.
Acompanhamento
Para garantir a qualidade do atendimento na saúde, os médicos que vierem serão recebidos por universidades públicas, que deverão avaliar a formação profissional, e checar a compatibilidade do diploma com o currículo brasileiro. A universidade terá um supervisor e um tutor que acompanharão o trabalho do médico.
Os profissionais terão um registro provisório que dá uma autorização exclusiva para atuar no Programa e responderão pelos questionamentos éticos e sobre a conduta. Poderão trabalhar até três anos dentro do programa de especialização feito pela universidade brasileira.
Segundo ciclo
O ministro também falou da importância de o Brasil estar implementando um novo ciclo no curso de Medicina, com a inclusão de dois anos de treinamento em serviço na atenção básica, urgência e emergência, como já fizeram países da Europa e em outras regiões do mundo. Segundo Padilha, existe uma preocupação com a formação dos médicos brasileiros, para que tenham uma experiência mais integral, generalista.
Fonte: Blog do Planalto“Hoje o estudante de medicina faz seus dois últimos anos num hospital altamente especializado, às vezes ele vê o paciente um dia só, poucos dias, não sabe o que é tratar uma pessoa fora de um hospital. A maior parte dos problemas de saúde devem ser resolvidos fora do hospital. Queremos oferecer à população médicos mais bem formados, com a visão mais humanista, que saiba examinar uma pessoa, que não tenha medo disto, que não fique dependente só de máquinas e equipamentos.”
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