O ajuste fiscal ganhou forma e peso no Rio Grande do Norte. Chegou a hora da tesoura.
Ontem (3), na primeira leitura anual do Governo do Estado, o governador Robinson Faria (PSD) anunciou o contingenciamento (represamento) de 30% do Orçamento Geral aprovado pelos deputados no ano passado.
Robinson só salvou os recursos das áreas de segurança, saúde e educação.
O governador também prometeu reduzir os gastos da máquina pública em 50%, cortando despesas de telefonia móvel, fixa e transmissão de dados, e com diárias.
Robinson estabeleceu corte de 30% nos gastos com água, energia e outros insumos.
Neste ponto, o governador já deu um bom exemplo. Robinson abriu mão da casa oficial e de suas mordomias, como empregados e alimentos. A austeridade deve começar por ele. E começou.
O governador não parou por aí. Mandou revisar todos os contratos, e quer uma auditoria nas dívidas. Diz que não vai dar calote em ninguém, mas quer saber se cada serviço foi prestado e se cada produto foi entregue. Está correto nisso também.
Robinson Faria também mandou fazer uma auditoria na folha de pagamento dos servidores. Quer ter uma ideia de quantos fantasmas estão pairando por aí. Já bastam as assombrações que saem do buraco financeiro do Estado, estimado em mais de R$ 650 milhões.
O governador Robinson Faria não tinha como fugir desse ajuste fiscal. Ou decidia o ajuste, ou estaria obrigado a repetir erros dos antecessores, meros gestores da folha de pagamento e das dívidas que vão se acumulando ao longo do tempo.
O anúncio do ajuste é o primeiro passo para equilibrar o Estado. Os próximos passos serão dados por todos os agentes públicos que têm responsabilidade com a coisa pública.
E essa responsabilidade deve ser o compromisso de todos os Poderes.
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