DPE atua em defesa de mais da metade dos réus da “Maria da Penha” em Parnamirim


Dos 1623 processos em tramitação no Juizado Especial da Violência Doméstica da cidade de Parnamirim, localizada na Região Metropolitana de Natal-RN, a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPE/RN) responde pela defesa de mais da metade dos réus que figuram nessas ações. Os dados são da 3ª Defensoria Pública de Parnamirim – órgão de execução do Núcleo local da DPE/RN – com base em números repassados pelo Juizado.
De acordo com a defensora pública Maria Tereza Gadelha Grilo, titular da 3ª Defensoria Pública de Parnamirim, os processos envolvendo réus da Lei Maria da Penha são responsáveis pela maior parte dos atendimentos realizados por aquele órgão de execução, que ainda atua junto ao Juizado Especial Criminal, 2ª Vara de Família e 3ª Vara Cível da cidade. A DPE/RN em Parnamirim conta também com um Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nudem).
“Temos uma demanda muito grande aqui na 3ª Defensoria e a maior parte dos processos que atuamos são ligados à violência doméstica, mais particularmente à atuação na defesa daqueles que são acusados de cometerem as agressões e ou ameaças”, comentou a defensora, lembrando ainda que a Defensoria faz o acompanhamento processual do início ao fim.
Segundo Maria Tereza, que atua há quase três anos nos processos de réus da Lei Maria da Penha, o registro de casos de violência doméstica em Parnamirim cresceu no último ano. Ela acredita que essa elevação se deu por causa do aumento da violência contra as mulheres, mas principalmente pelo fato das vítimas buscarem cada vez mais a Polícia e a Justiça para denunciarem seus agressores.
Preconceito vencido com trabalho
Para atuar na defesa dos réus dos processos de violência doméstica, a defensora pública Maria Tereza Gadelha Grilo precisa, em alguns casos, vencer o preconceito dos assistidos. “Não é o mais comum, mas as vezes eu sinto que, pelo fato de eu ser mulher, alguns assistidos sente um pouco de receio e desconfiança”, contou.
Para ultrapassar essa barreira, a defensora conta que sempre exerce seu trabalho com isenção, buscando sempre garantir ao assistido a melhor defesa possível. “Eu sempre deixo claro que, apesar de ser mulher, vou trabalhar com uma atuação técnica e isenta. O que eu faço nesses é sempre buscar garantir a defesa plena dos réus”, completou Maria Tereza.

Tags: Defensoria Pública; Nudem; Violência Doméstica; Maria da Penha
do ASCOM/DEFENSORIA

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