Dentro de 15 dias, quem precisar transitar pela Avenida Márcio Marinho, em Pirangi do Norte, distrito de Parnamirim, não irá mais se deparar com a obstrução da pista pelo Maior Cajueiro do Mundo. A construção de uma estrutura para suspender os galhos foi a solução encontrada pela Associação de Moradores de Pirangi do Norte (Amopin) para tentar amenizar o problema da obstrução do trânsito, mais grave no período da alta estação. O presidente da associação, Francisco Cardoso, ressalta que a medida não vai resolver o trânsito de Pirangi, que, segundo ele, seria solucionado com desapropriações de casas. Contudo, deve ajudar na desobstrução na avenida, que serve como via de retorno para a capital.
Ele citou, entre os problemas causados pelo trânsito no local, um caso ocorrido há dois anos, no qual um idoso teve um infarto e morreu por não conseguir passar pela avenida e chegar ao hospital a tempo. Luiz Félix, representante da Art Concret, empresa responsável pela execução da obra, explica que o plano é construir uma estrutura semelhante a um caramanchão, cujos pilares de concreto construídos nos sentidos vertical e horizontal deverão segurar os galhos do cajueiro, fazendo com que eles cresçam para cima.
"Estamos com a obra dentro do cronograma de 45 dias (no dia 22 a construção completa um mês), mas como a avenida é uma via de grande circulação nem sempre podemos interditar, então, nos dias em que não estamos aqui voltamos à fábrica para a confecção das peças, que também é parte importante do nosso trabalho", explica. Das 24 bases a serem concluídas, 18 já estão instaladas e as seis restantes devem ser instaladas ainda nesta semana. O próximo passo, marcado para a próxima semana, é a implantação dos pilares de sustentação.
A obra está orçada em R$ 11,9 mil e faz parte do Plano de Ações de Proteção do Cajueiro de Pirangi, desenvolvido em comum acordo entre o Idema, Secretaria Estadual de Turismo do Rio Grande do Norte (Setur-RN), Associação dos Moradores de Pirangi do Norte (Amopin), Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Instituto de Assistência Técnica do RN (Emater), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn). O Cajueiro de Pirangi ocupa uma área de 8,5 mil m² e sofre de uma anomalia que a faz crescer cerca de 1,5m por ano, sendo considerado o maior cajueiro do mundo.
Opinião
Jéssica Karla, 18, vendedora de uma loja de roupas em frente ao local, reclama da lentidão da construção. "Eles vêm trabalhar um dia e 10 não. Já vai fazer um mês e eles vão ter um prazo muito curto pra terminar tudo. Por enquanto, a obra está atrapalhando o trânsito muito mais do que o próprio cajueiro". Para a vendedora de artesanato Kelly Santos, 23, a areia retirada durante as escavações para implantação da base já deveria ter sido removida.
"Antes dessa areia, os ônibus conseguiam passar mais facilmente. Agora, com o espaço menor, tudo fica engarrafado. Daí o turista vem, estaciona do outro lado e acaba não vendo as lojas que estãodeste, indo embora sem comprar". Já o turista Everaldo Compagnoni, 41, veio do Rio Grande do Sul com a esposa visitar o cajueiro. Ele apoia a construção do caramanchão desde que não prejudique o cajueiro "Tem que procurar não agredir a árvore".
Fonte: DN Online
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