Terceira inauguração do Parque da Cidade custará R$ 3,6 milhões à Prefeitura

Processo licitatório será aberta no próximo dia 17 e obras de recuperação podem durar até 12 meses. Foto: Wellington Rocha
A esperança da população em rever a terceira inauguração do Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte ainda deve durar 12 meses. Esse foi o prazo informado pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Marcelo Toscano, que explicou na manhã de hoje sobre o tramite da licitação das obras de recuperação do espaço. O processo licitatório será reaberto no próximo dia 17 de julho e prevê um investimento do orçamento municipal em torno de R$ 3,6 milhões.
Inaugurado duas vezes no final de 2008, durante o final da primeira gestão de Carlos Eduardo Alves, o Parque da Cidade passou quatro anos fechado para a população. A gestão da ex-prefeita Micarla de Sousa alegou que o espaço projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer foi entregue inacabado e, por isso, oferecia riscos à população, sendo interditado em janeiro de 2009. De lá para cá a estrutura foi se deteriorando e precisa de reformas para ser reaberto novamente.
O local permanece fechado até hoje porque apresenta infiltrações em diversas áreas do monumento, banheiros por terminar, falta de climatização, problemas nos elevadores e na parte elétrica. Mesmo sem poder ser aberto para visitação do público, o espaço chegou a ser liberado para prática de atividades físicas, como caminhadas e ciclismo. Entretanto, quem vai ao local em qualquer horário do dia só observa a presença do abandono, que divide espaço com um pequeno número de guardas municipais e do Corpo de Bombeiros.
Segundo o titular da Semurb, mesmo sendo uma prioridade do prefeito, a reabertura do Parque não pode ser realizada em um curto prazo em função de problemas na licitação iniciada pela gestão passada. “Logo no início do ano o prefeito anunciou que iria recuperar o Parque da Cidade de imediato, porém a Procuradoria Geral do Município achou por bem cancelar a licitação já iniciada e abrir um outro processo licitatório”, explicou Marcelo Toscano.
Ainda de acordo com o secretário, a expectativa após inauguração é de que o espaço volte a ter a média de visitação observada há quatro anos. “Tínhamos uma média de 1,5 mil visitas ao dia. Queremos resgatar isso e voltar a oferecer um espaço de lazer nos padrões que o natalense merece”, disse. “O Parque da Cidade tornou-se muito importante e vemos o apelo da população para vê-lo funcionando novamente. Nós temos em Natal um monumento que tem representação mundial, por ser uma obra com assinatura de Oscar Niemeyer”.
Os R$ 3,6 milhões a serem investidos na recuperação do Parque, conforme explicou Marcelo Toscano, são recursos recolhidos pelo município através de multas oriundas do Fundo Municipal de Meio Ambiente e do Fundo de Urbanismo.
O Parque da Cidade possui 122 hectares e fica localizado na Zona de Proteção Ambiental 1 (ZPA-1), região de recarga de aquífero da cidade, sendo a primeira Unidade de Conservação Municipal. O local que custou quase R$ 22 milhões aos cofres públicos foi projetado para ser uma opção de lazer para o natalense, com trilhas ecológicas e ciclovias, além de realizar um trabalho de educação ambiental junto à comunidade e abrigar a torre com o Memorial Natal e um museu que contava a história da cidade.
O museu criado para contar a história de Natal fica instalado na Torre de Natal, monumento de 45 m de altura, equivalente a um prédio de 15 andares, que está fincada na praça de eventos do Parque da Cidade.
Fonte: JH

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