O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) está desde a manhã de ontem sem médico ortopedista e deverá permanecer assim pelas próximas 12 horas. O motivo é o déficit de profissionais para cobrir a escala de plantões devido ao encerramento do contrato entre a Cooperativa de Ortopedistas de Mossoró e a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).
Sem os profissionais da cooperativa, apenas oito ortopedistas estatutários estão atuando no HRTM para cobrir toda a escala de plantão. No entanto, o número é insuficiente para atender à demanda; o resultado é um déficit de 80 plantões, ou seja, pelo menos um a cada três dias não terá profissional na Unidade para atender aos casos de traumatologia.
"Para agravar a situação, dos oito ortopedistas, um está de férias e outro está de licença médica. Então, na prática, são seis ortopedistas para atender toda a demanda de Mossoró e região", revela o ortopedista Manoel Fernandes. Ele informa que para suprir a ausência dos médicos da cooperativa, a Sesap redefiniu a escala lotando apenas um ortopedista por plantão, quando o ideal seria pelo menos dois.
"Ainda assim não é o suficiente. Cada médico no HRTM cumpre uma jornada de 10 a 15 plantões por mês, enquanto que nos outros hospitais do Estado, os profissionais têm uma escala de sete plantões. Os ortopedistas em Mossoró estão sobrecarregados. A Sesap está tratando os médicos do interior e da capital de forma diferenciada", afirma Manoel Fernandes.
O ortopedista ilustra que devido ao problema o HRTM retomará o atendimento ortopédico hoje à tarde, mantendo os serviços na quinta-feira. Porém, a partir da sexta-feira não haverá profissionais para cobrir a escala e a Unidade passará o final de semana sem ortopedista. "Vai ser essa situação até a Sesap resolver o contrato com a cooperativa", diz.
Sesap redefine escala para atendimento
A Sesap reconhece o déficit de ortopedistas para manter em funcionamento o serviço de urgência no Hospital Regional Tarcísio Maia e informa que tomou medidas emergenciais para manter o atendimento. "Redefinimos a escala, com um médico por plantão. Sabemos que não é o ideal, mas é o que pode ser feito no momento", declara a assessoria da Sesap.
De acordo com a Secretaria, o contrato com a cooperativa de ortopedistas encerrou no mês passado e a entidade não demonstrou interesse em continuar com o acordo. "Diante da negativa da cooperativa, a Sesap não teve outra alternativa que não fosse redefinir a escala contando com os médicos lotados na unidade", frisa a assessoria.
Com isso, os serviços de ortopedia do HRTM ficarão, neste mês, em caráter emergencial, com um ortopedista de plantão presencial, responsável pelo acolhimento das urgências graves, estabilização, evolução dos pacientes internos que estejam aguardando procedimentos eletivos e, se necessitar de realizar cirurgias mais complexas, a mesma será realizada com um dos cirurgiões gerais do plantão.
Já o paciente que após ser estabilizado ainda necessitar de intervenção ortopédica de urgência será encaminhado ao Pronto Socorro Clóvis Sarinho, em Natal, onde existe um maior número de ortopedistas de plantão.
A Sesap informa ainda que os casos que chegarem ao Hospital Regional Tarcísio Maia e se caracterizarem em atendimentos de média ou baixa complexidade serão orientados a buscar atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município de origem.
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