Com as contas de energia elétrica mais caras a partir deste mês de janeiro em decorrência do novo sistema de cobrança com base em bandeiras tarifárias, a única saída para o consumidor gastar menos com as faturas é economizando. Atitudes simples, mas que nem sempre são seguidas à risca, podem reduzir o valor final da conta até 30%, segundo especialistas consultados pela TRIBUNA DO NORTE. Com pouca água nos reservatórios que abastecem as usinas hidrelétricas em grande parte do país, consequência da estiagem prolongada, o Operador Nacional do Sistema (ONS) precisou acionar as usinas termelétricas para tentar garantir o abastecimento ininterrupto de energia, o que acabou encarecendo o serviço. No Rio Grande do Norte, cuja bandeira tarifária atual é a vermelha, a cobrança de R$ 3,00 extras por cada 100kWh deverá atingir grande parte dos consumidores. A estimativa é que, ao final deste mês de janeiro, R$ 800 milhões a mais sejam arrecadados pelas concessionárias de energia elétrica em todo o país com a cobrança extra. No Rio Grande do Norte, a Cosern ainda não divulgou qual será o superávit na arrecadação com o pagamento da bandeira tarifária vermelha. Além do sistema de bandeiras tarifárias, que varia entre verde, amarelo e vermelho dependendo do potencial de geração de energia pelas hidrelétricas, um novo aumento regular de tarifa deverá ocorrer em abril, conforme contrato da Cosern com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O engenheiro eletricista e professor do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Potiguar, Marcel Amorim, apontou que os equipamentos que fazem conversão de temperatura como os ferros elétricos, aparelhos de ar-condicionado, chuveiro elétrico e forno micro-ondas, consomem muita energia e devem ser usados de forma racional. “A diminuição no tempo do banho, o uso do ferro elétrico uma vez por semana, a substituição do forno micro-ondas pelo forno a gás são atitudes simples que geram economia de energia”, frisou o engenheiro eletricista.
Mesmo com altas temperaturas inclusive no período noturno, Marcel Amorim enfatizou que os aparelhos de ar-condicionado devem ser programados de uma maneira que não seja utilizada a potência máxima de refrigeração. Além disso, o ato do desligamento do aparelho na madrugada, quando a temperatura do quarto estiver amena, contribui para um consumo menor de energia elétrica e, consequentemente, no valor final da tarifa. O ideal, segundo ele, porém, é optar pelos aparelhos que saem de fábrica com o sistema de “auto-desligamento” quando atingida a temperatura programada.
Os aparelhos que são programados para ficar no modo ‘stand by’, como televisores, aparelhos de DVD e home teather, por exemplo, acabam consumindo uma quantidade significativa de energia ao fim do mês. O ideal, conforme orientação do professor universitário, é que fique totalmente desligados. Em relação ao carregamento de celulares, baterias de câmeras e notebooks, o recomendável é que seja feita quando estiver completamente sem carga e com atenção para que não fique mais tempo que o necessário na tomada, sugando energia da rede sem necessidade.
Para Marcel Amorim, as concessionárias que exploram os serviços de fornecimento de energia elétrica à população brasileira devem realizar campanhas de conscientização em relação ao uso racional da energia elétrica. “O grande ‘x’ da questão é a conscientização do consumidor. Faltam campanhas educativas. Com atitudes simples e fáceis, o percentual de redução do consumo pode chegar a 30% nas residências. Isso é algo bastante representativo”, frisou o engenheiro eletricista.
Os aparelhos que são programados para ficar no modo ‘stand by’, como televisores, aparelhos de DVD e home teather, por exemplo, acabam consumindo uma quantidade significativa de energia ao fim do mês. O ideal, conforme orientação do professor universitário, é que fique totalmente desligados. Em relação ao carregamento de celulares, baterias de câmeras e notebooks, o recomendável é que seja feita quando estiver completamente sem carga e com atenção para que não fique mais tempo que o necessário na tomada, sugando energia da rede sem necessidade.
Para Marcel Amorim, as concessionárias que exploram os serviços de fornecimento de energia elétrica à população brasileira devem realizar campanhas de conscientização em relação ao uso racional da energia elétrica. “O grande ‘x’ da questão é a conscientização do consumidor. Faltam campanhas educativas. Com atitudes simples e fáceis, o percentual de redução do consumo pode chegar a 30% nas residências. Isso é algo bastante representativo”, frisou o engenheiro eletricista.
da TN
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