O mais importante vetor de transmissão do zika vírus atualmente é o mosquito Aedes aegyti, alerta Cláudio Maierovitch, diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde. “Não há dúvidas de que o mais importante, aquilo que já era conhecido e que continua se confirmando, é a transmissão pelo mosquito Aedes aegypti”.
A fêmea do mosquito, que coloca seus ovos em água parada, transmite o vírus de uma pessoa que já está doente para outra, propagando a doença. Pesquisas em andamento, em vários países, indicam que o vírus zika está presente na saliva, no leite materno e também no sêmen humano, mas ainda não é possível saber se isso é suficiente para que a doença seja transmitidoatambém por essas vias.
Por isso, o diretor aconselha que todos, além de evitar que o Aedes aegypti se reproduza, se protejam também com o uso de preservativos, especialmente as grávidas. O zika vírus é suspeito de causar a microcefalia nos fetos e, por isso, as grávidas devem ter cuidados redobrados.
“Como as gestantes são as pessoas que mais nos preocupam, mesmo que elas estejam protegidas do mosquito, elas devem adotar medidas de proteção contra outras formas de contato. Em especial, o uso de preservativo em todas as relações sexuais”, afirma Cláudio Maierovitch.
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