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1º suplente, Jorge Motta tomou posse na CM de Georgino Avelino

Na manhã desta quarta-feira (26/04), tomou posse no Palácio da Câmara municipal de Vereadores de Senador Georgino Avelino/RN, o Vereador Jorge Motta da Rocha. A posse, feita durante a manhã na Câmara municipal, ocorreu antes da sessão ordinária. Jorge Motta que é 1º suplente no município, assumiu a cadeira de Vereador no município, durante um período de licença da Vereadora Maria da Conceição.
A sessão de Posse, foi presidida pela Mesa Diretora da Câmara municipal na pessoa da Vereadora e Presidente Roseli Maria da Costa. Após, o Vereador Jorge Motta, fez juramento, e assim, em continuidade, participou dos trabalhos, junto com os demais vereadores do município.
Momento de juramento do Vereador Empossado Jorge Motta
Plenário da Câmara Municipal
Vereador Empossado Jorge Motta durnate a Sessão Ordinária
Plenário da Câmara
Vereadores durante a sessão.

STF INVESTIGA RELATOR DA REFORMA TRABALHISTA POR FRAUDE DE EMPRESA TERCEIRIZADA

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Deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) está sendo investigado em um inquérito aberto pelo Supremo pela suspeita de envolvimento societário com uma empresa terceirizada acusada de forçar funcionários demitidos a renunciarem às verbas rescisórias e a devolver a multa do FGTS; parlamentar também é suspeito de ter atuado em favor de um dos empresários envolvidos em licitações no Rio Grande do Norte; Marinho nega as acusações e diz que sua ação na relatoria "não guarda relação com interesses específicos defendidos por quaisquer empresas ou grupos empresariais"

247 - O relator do projeto de reforma trabalhista na Câmara, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), está sendo investigado em um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita de envolvimento com uma empresa terceirizada acusada de forçar funcionários demitidos a renunciarem às verbas rescisórias e a devolver a multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

De acordo com denúncia do Ministério Público do Trabalho (MPT), a empresa Preservice Recursos Humanos teria se apropriado de maneira irregular de R$ 338 mil devidos a mais de 150 trabalhadores. A empresa, que foi multada em mais de R$ 500 mil, recorreu ao STF. O inquérito investiga indícios de que o parlamentar tucano era sócio de Francisco das Chagas de Souza Ribeiro, diretor da Preservice.

Marinho nega a suspeita. "Não mantenho quaisquer vínculos com a empresa Preservice Recursos Humanos Ltda, não possuindo, portanto, responsabilidades trabalhista e societária relativas a essa empresa", disse o parlamentar por meio de nota. Na nota, Marinho destaca, ainda, que a sua ação na relatoria do projeto da reforma "não guarda relação com interesses específicos defendidos por quaisquer empresas ou grupos empresariais".

De acordo com o MPT, a Preservive atuou como prestadora de serviços junto à Secretaria da Educação de Natal (RN) e com a aproximação do término do contrato, em 2012, os funcionários foram informados que seriam desligados e quem quisesse ser recontratado uma empresa terceirizada teria que devolver o valor da multa de 40% do FGTS. Muitos trabalhadores também foram obrigados a assinar a rescisão com data retroativa, de maneira a fraudar o aviso prévio não trabalhado. A empresa foi condenada a pagar uma multa de R$ 500 mil, mas recorreu da decisão da primeira instância junto ao STF.

O deputado também é suspeito de atuar em favor de Chagas em licitações.

LULA IRONIZA MORO E DIZ: SE FOR NECESSÁRIO EU ME MUDO PARA CURITIBA

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Em entrevista ao SBT que será exibida nesta noite, ex-presidente afirma que o juiz Sergio Moro não pode cercear seu direito de defesa, e chama de 'barganha' a sugestão do magistrado para que a defesa do ex-presidente diminua o número de 87 testemunhas num processo contra ele, em troca da reavaliação de sua decisão para que Lula compareça em todas as audiências; "Eu acho que o juiz Moro teria que, democraticamente, respeitando o estado de direito, garantir que os advogados convoquem a testemunha que quiser", disse Lula; "Se o juiz Moro fez essa proposta de barganha para diminuir as testemunhas, para mim não tem problema. Se for necessário eu mudo para Curitiba, fico lá o tempo necessário, para gente esperar o julgamento", completou; Lula disse ainda ao jornalista Kennedy Alencar que, nas condições que o país está hoje, ele será candidato; a não ser que deem um "segundo golpe e digam que não vai ter eleição em 2018"

247 - Em entrevista que será exibida às 19h45 desta quarta-feira 26 no SBT, o ex-presidente afirma que o juiz Sergio Moro, da Lava Jato, não pode cercear seu direito de defesa, e chama de 'barganha' a sugestão do magistrado para que a defesa do ex-presidente diminua o número de 87 testemunhas em um processo contra ele, em troca da reavaliação de sua decisão para que Lula compareça obrigatoriamente em todas as audiências (confira um trecho no vídeo acima).
"Primeiro nós temos que ter em conta que o juiz Moro não pode julgar a quantidade de testemunha, ele tem que julgar é a qualidade dos depoimentos que as pessoas vão fazer. Se os meus advogados chamaram, é porque eles acham que essas testemunhas vão ter alguma coisa nova a acrescentar no direito de defesa que eu tenho", defendeu Lula. 
"Ele não pode cercear e limitar a quantidade de testemunhas. O Ministério Público não pede para mim, não pede para os meus advogados a quantidade de pessoas que vão investigar, que vão acompanhar, a Polícia Federal não pede, portanto, eu acho que o juiz Moro teria que, democraticamente, respeitando o estado de direito, garantir que os advogados convoquem a testemunha que quiser convocar para participar desse processo", prosseguiu.
"Eu acho que não tem barganha", disse ainda Lula. "Se o juiz Moro fez essa proposta de barganha para diminuir o número de testemunhas para que assim não exija minha presença, para mim não tem problema. Se for necessário eu mudo para Curitiba, fico lá o tempo necessário, para gente esperar o julgamento", ressaltou.
Questionado pelo jornalista Kennedy Alencar se será candidato caso tenha condições jurídicas para isso, o petista respondeu: "Primeiro, eu terei condições jurídicas de ser candidato. Porque não há nenhuma razão jurídica para evitar que eu seja candidato. Aí seria melhor eles terem coragem de dizer o seguinte: 'olha, vamos dar o segundo golpe nesse país, e não vai ter eleição em 2018'" (assista aqui).
Em seguida, Lula confirmou que será candidato na próxima eleição presidencial. "Na situação que está eu serei candidato. E vou te dizer mais, eu agora quero ser candidato. É importante: eu agora quero ser candidato a presidente da República", destacou.

Oposição luta para barrar maior golpe nos direitos dos trabalhadores

Os líderes da Bancada do PT, Carlos Zarattini (PT-SP) e da Minoria, José Guimarães (PT-CE) juntamente com os demais partidos de oposição ao Governo golpista e o movimento sindical, trabalham para barrar o maior golpe na história dos direitos dos trabalhadores, contidos na proposta de Reforma Trabalhista (PL 6787/16). O projeto encaminhado ao Congresso Nacional pelo governo ilegítimo de Michel Temer está previsto para ir a voto no plenário da Câmara nesta quarta-feira (26).

Zarattini avaliou que a votação de hoje pode culminar com uma mudança radical na vida dos trabalhadores brasileiros, ao colocar na lata de lixo todas as conquistas contidas na CLT. Segundo o líder petista, o governo golpista não tem nenhum compromisso com a população.

“Esse projeto precariza as relações de trabalho. Ele vai fazer com que o trabalhador tenha uma jornada de trabalho maior, um salário menor, e condições de trabalho muito pioradas, inclusive, as condições de amparo social”, alertou Zarattini. Ele ainda assegurou que o ilegítimo não encontrará facilidade para ver a sua proposta de desmonte ser aprovada.

“Nós estamos lutando firmemente contra essa reforma. Já nos reunimos com outros partidos de oposição, com o movimento sindical, e vamos fazer de tudo para evitar a aprovação dessa reforma hoje”, afirmou.

Greve – Lembrou ainda o líder da bancada petista que o dia 28 de abril será o marco para barrar as reformas em pauta no Congresso Nacional. “Dia 28 nós vamos ter greve geral. É uma luta importante. Esse projeto ainda tem que ser votado no Senado e, por isso, é importante que o povo brasileiro manifeste o seu repúdio”, recomendou.

Na mesma linha, o deputado José Guimarães afirmou que a senha para combater o projeto nefasto de Michel Temer é a mobilização popular. “O grande recado será a greve do dia 28. É mobilização, é chamar todo mundo para ocupar o Câmara dos Deputados, no sentido de paralisar, porque eles querem aprovar e tratorar. Isso é agressão aos direitos dos trabalhadores”, disse.

Guimarães chamou a atenção para a onda de golpe que ronda o país. “Teve o golpe político, agora é golpe sindical, é o golpe na CLT, depois será o golpe na previdência.  Esse governo não serve ao país. Ele é um desastre político, moral e, sobretudo, social, porque está desconstruindo direitos sociais dos trabalhadores assegurados na CLT”, finalizou.

Benildes Rodrigues

Vídeo abaixo do líder da bancada Carlos Zarattini (PT-SP)

Comunidades Quilombolas do RN mantêm viva resistência histórica, cultural e social

O Rio Grande do Norte tem cerca de 50 grupos de Comunidades Remanescentes de Quilombos. Apenas 21, porém, são oficialmente reconhecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A realidade na maioria dessas comunidades ainda é de carência, mas, ao mesmo tempo, os territórios se afirmam como espaços de resistência histórica, cultural e social.

Uma das comunidades reconhecidas é o Quilombo Capoeiras, localizado no município de Macaíba, cidade da Região Metropolitana de Natal (RMN). Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, nossa reportagem visitou o local a fim de conhecer mais sobre seu cotidiano. Lá, conhecemos a tradição do “pau furado”, que nos foi apresentada pelo Mestre Deba.

“A cultura mais rica é o zambê [pau furado]. Antes eu passava e diziam ‘lá vai o neguinho de Capoeiras’, mas hoje não me chamam assim. Hoje eu sou reconhecido como Mestre Deba”, contou, orgulhoso, sobre o reconhecimento da manifestação cultural típica daquela comunidade quilombola.

Manoel Santos, morador da comunidade, explicou que o surgimento da tradição remonta ao tempo dos bisavós deles, que se juntavam para fazer as festas locais, quando ainda havia poucas casas no quilombo. “Era o divertimento que existia naquela época”, contou.

O reconhecimento das comunidades é essencial para que as famílias que lá residem possam adquirir a titularidade das terras. Além disso, estabelecer historicamente o espaço geográfico quilombola significa assegurar a continuidade dessa cultura herdada dos antigos escravos, que, além de riquíssima, nos ensina muito sobre a constituição da nossa sociedade, do nosso estado e do nosso país.

As dificuldades das famílias quilombolas não se resumem à demora na obtenção do título das terras, à dificuldade para se inserir no mercado de trabalho e à luta diária para ter acesso aos serviços básicos de saúde, educação e moradia. O racismo ainda é um estigma contra o qual precisam lutar diariamente.
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A jovem Gizellya Marques, outra moradora de Capoeiras, relatou sofrer preconceito na internet, o que ela classificou como “absurdo”.

“A gente não tem o direito de se expor por causa da nossa cor?”, questionou. “As pessoas têm que ter ‘a cabeça’ de aceitar a gente como a gente é. Não podemos nos esconder, mas mostrar mesmo nossa cara preta”, desabafou.

Ana Cleide lembrou que “educação é a base” de tudo. Ela falou do orgulho de hoje em dia ver negros e negras entrarem para a universidade.

“Pra gente, é um privilégio muito grande ver um negro chegar à universidade, porque antes a gente não via isso acontecer. Nós das comunidades quilombolas temos que ocupar nossos espaços. Antes a gente era só um pedaço do palco. Hoje, a gente quer o palco inteiro”, comentou.

Andréia Santos, moradora da Comunidade Quilombola de Grossos, na cidade de Bom Jesus, também falou sobre o papel emancipador da educação. “A gente tem que botar essas crianças pra estudar, temos que mostrar que tudo acontece a partir da educação, de uma graduação, de uma pós-graduação; se não, vamos ficar na mesmice”.

É assim, mantendo acesa a chama das tradições culturais, vivenciando um cotidiano com base na solidariedade e enxergando um futuro de dias melhores através da educação que as comunidades quilombolas seguem na luta no Rio Grande do Norte.

Fotos: Vlademir Alexandre.

Galeria de Fotos: SGA FC venceu neste sábado o Cruzeiro de Jundiá pela Copa Agreste de Futebol










Atacante Alex do SGA FC falou em Coletiva a Rádio Agreste AM após o Jogo

Neste sábado (15/08) depois do Jogo entre SGA FC e Cruzeiro FC de Jundiá, o Atacante Alexandro, Autor do Gol da Vitória do SGA FC sobre o Cruzeiro FC de Jundiá, deu uma Coletiva a Rádio Agreste AM, onde falou um pouco sobre como foi a partida deste sábado, sobre a sua atuação no Jogo de hoje, além de ter marcado o Gol da Vitória da Equipe.

SGA FC de Sen. Georgino Avelino/RN venceu o Cruzeiro de Jundiá/RN neste sábado (15) no Estádio O Batistão pela Copa Agreste de Futebol

Nesta tarde de sábado (15/08), por mais uma Rodada pela Copa Agreste de Futebol Sub 17, o SGA Futebol Clube de Senador Georgino Avelino venceu mais um Jogo pela Copa, desta vez, o o jogo foi contra o Cruzeiro de Jundiá/RN, onde a equipe obteu êxito em Campo ao vencer a equipe do Cruzeiro pelo placar de 1 a 0, Gol este, marcado pelo Atacante Alex Camisa Número 11 do SGA FC.
O SGA FC foi a Campo com:
Biguel (01)
Elderson (03)
Reinaldo (04)
Renan (06)
Otton (02)
Wdson (05)
Issac (15)
João Batista (08)
Daniel (10)
Geidson (09)
Alexandro (11)

Tomógrafo do Walfredo Gurgel voltará a funcionar nesta sexta-feira‏

Foto: Divulgação
O tomógrafo do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) já tem previsão de conserto para esta sexta-feira (14). Após três dias sem funcionar, o prazo para o reparo foi previsto pelo técnico da empresa detentora do contrato de manutenção do aparelho. O defeito apresentado foi decorrente de uma sobrecarga elétrica que danificou o mecanismo que controla a quantidade de energia necessária para o aparelho funcionar corretamente.

Os pacientes que chegam precisando do exame em caráter de urgência estão sendo encaminhados para o Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim. Até a manhã desta quarta-feira (12), 24 pacientes haviam sido regulados. Para os casos nos quais é possível esperar até duas horas pelo procedimento, os exames estão sendo realizados no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol). Para essa unidade, apenas três pacientes precisaram ser levados.

Como não há peças para reposição em Natal, o item está sendo trazido de São Paulo. Somente em julho, o setor de imagem do HMWG realizou 2.900 tomografias. Atualmente o hospital está em processo de licitação de um novo tomógrafo.

do JH

Marcha das Margaridas reúne mulheres ‘pelos filhos, pela terra, pela vida’

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Brasília – Dezenas de milhares de mulheres de Norte a Sul do país coloriram de lilás a Esplanada dos Ministérios, em Brasilia, hoje (12). Chegaram a viajar por até três dias de ônibus de vários pontos do país, trazendo energia, esperanças, filhos e maridos para protestar e defender direitos das trabalhadoras rurais. Com seus chapéus de palha enfeitados com flores, algumas em cadeira de rodas, percorreram cerca de cinco quilômetros entre o Estádio Nacional Mané Garrincha e a Praça dos Três Poderes, onde realizaram ato político no Senado, com a presença de parlamentares.

Dona Francisca Leitão de Souza, 68 anos, passou meses separando da aposentadoria o dinheiro da viagem. Gastou 24 horas de ônibus desde sua cidade, no interior de Tocantins. E chegou feliz. “O gosto de estar aqui é enorme. A gente se junta e luta pra melhorar a vida no campo”, explica sobre sua missão, que já dura três dias. Dona Francisca sempre morou no campo. Teve 12 filhos, perdeu quatro e há dois meses ficou viúva, depois de cuidar oito anos do marido, vitimado por um AVC. Mas nem o frio, a dor na coluna e o cansaço tiraram o sorriso do rosto dessa mulher, que quer ver a presidenta Dilma Rousseff de perto. “Lula e Dilma são tudo pra mim”, afirma.

Para as cearenses Maria Isaías e Maria Assunção Santos, a batalha para chegar a Brasília ainda não terminou. Com poucos recursos, trouxeram roupas de crochê, renda de bilro, pipoca e cocada para vender e terminar de pagar a viagem. “Nunca perdi uma Marcha das Margaridas. Adoro estar aqui, participar dessa alegria de encontrar as pessoas, lutar para conquistar nossos direitos”, conta Maria Isaías, com um sorriso de satisfação.

Sob ameaça de perder a terra, na qual cultiva mandioca e banana, a delegação da Aldeia Tatuí Juara, no Mato Grosso, gastou dois dias na estrada para participar da marcha. Solange Zenaide do Carmo conta que luta contra os fazendeiros que querem retirar índios da aldeia, onde ela cria os filhos. “Estou aqui por causa dos meus filhos. Quero defender a vida deles, a terra, casa deles. Se a gente não defender, o que vai ser deles?”, questiona. Ao lado, a filha Camila reclama da violência na região. “Queria trocar meu nome. Porque estão matando muitas meninas chamadas Camila. Não quero ser a próxima.”

A Marcha das Margaridas conta com grande adesão de jovens que levam na bagagem pautas específicas. Com perucas coloridas, feitas com copos plásticos descartáveis, a delegação de Mossoró, no Rio Grande do Norte, viajou em sete ônibus, um deles lotado de mulheres batuqueiras e seus instrumentos de material reciclado. As amigas Beatriz Freire e Mariana Pereira, de 17 anos, integrantes do movimento feminista local, chegaram prontas para tratar de temas que incluem o direito ao corpo, à igualdade salarial e a creches para os filhos das trabalhadoras rurais. “Queremos discutir também os temas ligados às necessidades da população de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Afinal, isso também nos toca diretamente”, diz Beatriz.

Do Piauí, os representantes do Movimento de Quebradeiras de Côco Babaçu falam da violência a que são submetidas ao trabalhar. Denunciam que grandes fazendeiros impedem a entrada delas nas fazendas. Aparecida Mendes Moreira, de Goiás, e Carlita Pereira, de Sergipe, também reclamam da violência no campo. Acostumadas a acompanhar as notícias sobre os desrespeito aos direitos das mulheres agricultoras, cobram a criação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.

“É preciso diminuir as diferenças entre o campo e a cidade. Para isso, precisamos de maior acesso a educação, saúde e segurança”, reclama Daniele Souza. Sócia da amiga Giuceli Espíndola, ela planta arroz, milho e feijão em Santa Catarina. Elas têm venda garantida dos produtos, por meio de programas ligados à agricultura familiar e a compras públicas destinadas à merenda escolar. “A gente ama viver e trabalhar no campo. E queremos continuar vivendo e trabalhando lá”, afirma.

da RBA

Com Lula, Marcha das Margaridas deve reunir 100 mil em Brasília

Com Lula, Marcha das Margaridas deve reunir 100 mil em Brasília
Milhares de mulheres do Brasil e da América Latina já começaram desembarcar em Brasília para a 5ª Marcha das Margaridas. O evento, que acontecerá entre terça (11) e quarta-feira (12), terá como tema “Margaridas seguem em Marcha por Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é presença confirmada na abertura do ato, marcada para acontecer às 18h30 no Estádio Nacional Mané Garrincha, na capital federal.

De acordo com secretária de Jovens Trabalhadores Rurais da Federação de Trabalhadores na Agricultura do Estado de Piauí (FETAG-PI), Mazé Morais, a Marcha representa um momento de reafirmação política das mulheres, pautado na autonomia, democracia e combate às desigualdades e violência.

“É de fundamental importância esse momento, de fortalecimento, de reconhecimento da luta das mulheres do campo, da floresta e das águas. Um dos nossos pontos principais é a questão da violência contra as mulheres”, ressalta Mazé.

O movimento tem como estratégia a conquista de visibilidade, reconhecimento social e político e cidadania plena. A marcha, que teve a primeira edição no ano de 2000, foi batizada com esse nome em homenagem à trabalhadora rural e líder sindical, Margarida Alves, assassinada em 1983.

De acordo com Mazé, a edição deste ano tem a expectativa de reunir 100 mil mulheres das cinco regiões do País e de 20 países da América Latina.

“As caravanas com as delegações estão chegando de todo o Brasil e da América Latina. Não tenho dúvidas de que estaremos com esse Mané Garrincha lilás, cheio de margaridas, fortalecendo cada vez mais a luta do movimento sindical de trabalhadoras e trabalhadores rurais deste Brasil”, declara a secretária.

Uma delegação da Marcha das Margaridas se reuniu com a presidenta Dilma Rousseff, na quinta-feira (6), no Palácio do Planalto, para tratar da mobilização. Participaram do encontro a coordenadora-geral da Marcha das Margaridas, Alessandra Lunas; a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci; e os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto; e do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, além de outras representantes do movimento.

Mazé destaca o compromisso de Dilma em dialogar com a pauta das trabalhadoras do campo. A secretária revelou a expectativa da presença de Dilma durante o ato do movimento.
“Temos a expectativa da presidenta vir à nossa Marcha, dando uma resposta positiva. Não temos dúvida de que, nesse período da marcha, ela não vai conseguir dar respostas a todas as nossas demandas, porque são mais de 400 itens de reivindicação”, ressalta Mazé.

Além disso, a secretária de Jovens Trabalhadores Rurais da Federação de Trabalhadores na Agricultura do Estado de Piauí também garante que a Marcha das Margaridas está com Dilma e não aceitará qualquer movimento golpista.

“A gente não concorda, temos consciência desse processo e não aceitamos o golpe”, destaca Mazé.

 da Agência PT de Notícias