Frequentadores reclamam de abandono na praça

Praça no Canto do Mangue está com equipamentos quebrados e carros estacionam sobre o passeio
De beleza, só mesmo  a  paisagem com o por do sol, porque a praça que recebe esse nome, no bairro das Rocas, agride  qualquer padrão de beleza. Muitos pontos do piso estão quebrados; há mais lixo espalhado pelos 1.500 metros quadrados do equipamento urbano do que bancos; caixas de gordura estão abertas e as estruturas dos canteiros  estão rachadas. Mas, por falta de opção, é lá que se reúne a população de trabalhadores do mar do  Canto do Mangue. 
José Antonio Alves, de 59 anos, dono de um barco de pesca, sempre trata com os pescadores que trabalham com ele na praça. Morador do bairro de Santos Reis, ele vê “muita gente de fora aqui. Muito turista. Eles nunca chegaram pra me falar não, mas não deve levar boa impressão daqui não”, acredita. Embora classifique a situação da praça como “péssima”, Alves não acredita que o poder público faça algo para mudá-la em função de outro projeto. “O cais do porto vai vir pra cá. Então, acho que eles não vão gastar com nada”, opinou. 

Muitos espaços que eram ocupados por bancos na praça estão vazios. Por falta de onde sentar, muitas pessoas se escoram nos postes de luz. Aí reside outro problema: o choque elétrico. O pedreiro João Maria Bezerra, que também trabalha em um dos quiosques da praça durante o final de semana, já passou por esse susto. Além de ter o piso rachado, o pedreiro também observa que a água da chuva empoça quando chove. “Desde que foi feita nunca passou por uma reforma grande e não tem carreira d’água. Quando a chuva acaba a gente tem que varrer pra ninguém escorregar”, contou. A última reforça da praça foi entregue em janeiro de 2008, ainda no último ano da gestão anterior de Carlos Eduardo Alves. Foram investidos cerca de R$ 355 mil à época. 

A falta de banheiros também é alvo de reclamações, principalmente da clientela dos quiosques. Apesar das más condições, o equipamento público ainda é bem frequentado pela população dos bairros do entorno. “As crianças vem de tarde aqui brincar no meio dessa imundície”, falou Anailton da Costa, pescador. 

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal  de Serviços Urbanos (Semsur), houve uma revisão da praça no que diz respeito à poda das árvores, iluminação e melhoria do pavimento antes da semana santa deste ano. 

Ainda segundo a Semsur, em novembro a praça passará por mudanças para atender ao trafego de veículos usados no transporte do pescado que é desembarcado no local. 

Indústria  do conhecimento
Também no bairro das Rocas, em frente ao Hospital dos Pescadores, um novo projeto deve ficar pronto em 15 dias. É a Indústria do Conhecimento. Em parceria com a Semsur, o Serviço Social da Indústria do Rio Grande do Norte (Sesi/RN), construiu esse espaço multimeios com biblioteca, videoteca, cdteca, telecentro e gibiteca. Na unidade haverá cerca de mil títulos a disposição da população. Conforme a assessoria de imprensa da Semsur, em duas semanas a secretaria finalizará a parte que lhe cabe: a construção do passeio público acessível, paisagismo, iluminação externa e estacionamento.  
Fonte: TN Online

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