
A Prefeitura Municipal de Nísia Floresta iniciou a semana com a publicação de algumas exonerações do seu quadro de cargos comissionados. Segundo se comenta na cidade o alvo foram os assessores que divergiram da pré-candidatura de Daniel Marinho a prefeito do município.
A gota d’água, segundo os observadores da política local, foi a presença dos ex- aliados da prefeita Camila Maciel na convenção que homologou a oposicionista Rosângela Vasconcelos como candidata a prefeita.
Vamos ao centro da questão: acompanho a política municipal e estadual há mais ou menos 50 anos, durante todo esse tempo assisto e convivo com nomeações e exonerações nos cargos ditos de confiança. Quem não está com o dono ou dona da caneta está fora, essa é a regra de sempre.
Se em Nísia Floresta alguns ocupantes de cargos comissionados não seguiram a orientação política do grupo governista é porque são, por escolha, adversários, quem não está perto está longe. Nesse caso, exonerar quem não reza na cartilha não é nenhuma novidade. O correto seria pedir para sair, penso assim.
Agora, por uma atitude política prejudicar centenas de famílias ou pessoas a conversa já muda de tom. No caso da exoneração da advogada Aldenice Santana, que estava acompanhando as demandas jurídicas de aproximadamente 400 pessoas, é algo a ser considerado.
Naturalmente o município vai colocar outro profissional do Direito para continuar com os atendimentos, porém, algo deve ser analisado: será que o próximo ou próxima ocupante da pasta vai ter o mesmo entendimento sobre cada caso, conforme vinha tendo a advogada exonerada? Lógico que não, portanto, acredito que no meio do caminho muitas pessoas vão pagar o preço por tal exoneração. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. De repente, punir apenas uma pessoa pode prejudicar centenas de outras pessoas. Fica o alerta.
do blogdedaltroemerenciano
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