PUNTO FIJO, Venezuela (AE) - O número de mortos da explosão que atingiu a maior refinaria de petróleo da Venezuela no sábado subiu para 48, informou a governadora do Estado de Falcon, Stella Lugo. E os riscos no local persistiam até a noite de ontem. Até o fechamento desta edição, informações apontavam que o fogo em dois tanques de armazenamento da refinaria continuava e era combatido pelos bombeiros. As chamas que queimam a refinaria desde a explosão, que também deixou pelo menos 150 feridos, haviam se espalhado para um terceiro tanque de armazenamento.
AP PHOTO/ARIANA CUBILLOS
Tanques de armazenamento de combustíveis em chamas ontem: risco
A refinaria Amuay, localizada na península Paraguaná, noroeste da Venezuela, tem capacidade para processar 640 mil barris de petróleo por dia. As autoridades disseram que as causas do acidente só começarão a ser investigadas após as chamas serem apagadas.
Há suspeitas de que um vazamento de gás teria provocado a explosão. O presidente Hugo Chávez disse que uma investigação sobre as causas do suposto vazamento será realizada. Mas ele negou os rumores de que o vazamento foi detectado pelos moradores próximos muito tempo antes da explosão, sem que alarmes tenham sido soados.
O acidente é considerado pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) como o pior desastres dos últimos tempos. O número de pessoas mortas subiu bastante. Logo após a explosão, o governo divulgou que sete pessoas haviam morrido.
Grupos de bombeiros voluntários têm combatido o incêndio em turnos de 12 horas desde a explosão. O governo ainda tem de fornecer uma avaliação dos danos e há dúvidas sobre por quanto tempo a instalação permanecerá fechada. O ministro do Petróleo, Rafael Ramírez afirmou que o fogo estava restrito a tanques de estocagem e que as instalações de refinaria continuavam intactas. Segundo ele, as operações poderiam ser retomadas assim que o incêndio fosse apagado.
Há anos, críticos têm acusado a estatal Petróleos de Venezuela S.A PdVSA de não fazer investimentos insuficientes em manutenção porque envia grandes partes de sua receita para o financiamento de programas sociais do governo. Mas funcionários da estatal negam as acusações. Henrique Capriles, principal opositor de Chávez na eleição presidencial de 7 de outubro, pediu uma investigação séria sobre o desastre.
As informações são da Associated Press e da Dow Jones.
da TN
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