O líder observou que a revista tem uma estratégia, definida com setores da elite brasileira, de inventar acusações contra o PT e Lula às vésperas de eleições, com o objetivo de levar a oposição PSDB/DEM ao poder central, do qual está fora desde 2003. “A Veja serve de instrumento de luta política e não é a primeira vez que fala bobagens. Usa o artifício de matérias sem fonte, acusa sem provas”.
Nesta semana, a “reportagem” sustenta que Lula, quando presidente da República, recebeu o publicitário Marcos Valério, um dos principais acusados na Ação Penal 470, em julgamento no Supremo Tribunal Federal — o chamado “mensalão”. “O presidente Lula já disse em outros momentos que nunca se encontrou com Marcos Valério”, observou Tatto.
Ele lembrou que a revista da editora Abril é pródiga em invenções jornalísticas, como a suposta gravação de conversa entre o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM), cassado por envolvimento com a quadrilha de Cachoeira. “Esta fita ninguém nunca viu e ouviu. É mais uma bobagem de Veja”, disse o líder. Ele reiterou que várias mentiras já foram publicadas pela Veja para tentar enfraquecer o PT e Lula. “Lula saiu com aprovação popular de 80%, a despeito da revista”, ironizou o líder.
Soberania - Para Jilmar Tatto, a campanha difamatória da oposição e da mídia conservadora contra Lula e o PT tem claros objetivos políticos e é frontalmente contrária ao projeto em curso desde 2003, com o PT e aliados. “Esse projeto tem gerado emprego, renda, justiça social, respeito à soberania nacional e blindagem do Brasil contra a crise internacional e sem privatizar nada, como fizeram o PSDB e DEM, com a entrega do patrimônio público a preço de banana, entre 1995 e 2002. O Brasil está no rumo certo, mas a oposição e seus apoiadores na mídia não se conformam”.
Quanto à Ação Penal 470, disse que respeita a opinião do ministro Joaquim Barbosa, que foi indicado pelo PT para ocupar o cargo. Entretanto, Tatto afirmou que não houve compra de votos para a votação nos projetos do governo na Câmara, como sustenta Barbosa. “Deputado do PT não precisa de receber dinheiro para votar nos projetos do governo. Temos história na defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e também do Parlamento, como instituição do debate democrático”. O líder disse que o dinheiro objeto do julgamento no STF refere-se à eleição de 2004 e ao financiamento de campanhas, sem vinculação alguma com a relação de votos no plenário.
Ele disse que o STF tem seu rito para julgar os casos e os ministros são livres para atuar. “Mas, nós do PT não concordamos (com a tese da compra de votos). Não é verdade, acho que é um profundo engano do relator. Mas, não temos nem como interferir. Isso faz parte da democracia e ele tem a liberdade total de dar o seu voto”.
(Paulo Paiva - Liderança do PT na Câmara)
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