O mecânico Wagner Gomes de Lima negou a autoria do homicídio contra a dona de casa Lúcia Maria Wanderley Montenegro, alegando não lembrar do ocorrido, mas disse que agiu em legítima defesa no caso da acusação de tentativa de assassinato contra Ruthenio Antônio Montenegro. Wagner teria entrado em luta corporal com Ruthenio por ocasião de uma colisão no trânsito.
Durante as alegações finais, a promotora de Justiça Tatianne Barbosa Brito, excluiu uma suposta crise de ciúme da ex-mulher Jeniffer Vieira como motivação para os crimes, tendo pedido o pronunciamento do réu por tentativa de homicídio qualificado contra Ruthênio Wanderley, como incurso no artigo 3º, parágrafo 2º, inciso IV, com o artigo 14, inciso II do artigo 121 do Código Penal Brasileiro, quando o acusado comete o crime “à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”.
Com relação à vítima Lúcia Wanderley Montenegro, a promotora Tatiane Brito pediu o pronunciamento pelo inciso V, quando o acusado comete homicídio “para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime”.
Diante do réu ter alegado no interrogatório que não lembrava do fato de ter esfaqueado a mulher, a defensora pública Fabiola Maia Amorim pediu a desqualificação de homicídio doloso qualificado para lesão seguido de morte e quanto à tentativa de homicídio contra o filho dela, foi pedida a absolvição do réu, que além de negar “ciúme” como a motivação para estar seguindo a ex-mulher, confirmou que a testemunha Marcelo Morais era o motorista do Palio Branco a quem perseguia, porque pretendia cobrar de Jennifer Vieira um dinheiro apurado com a venda das rodas de seu Chevette.
A última audiência de instrução e julgamento começou às 10h44 e terminou por volta do meio-dia com o interrogatório e o pronunciamento do réu, sem que tivesse comparecido a última testemunha a ser ouvida, a ex-mulher do mecânico, a qual não foi encontrada pelo oficial de Justiça no endereço informado, no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, na zona Norte de Natal.
O juiz Ricardo Bandeira de Melo manteve a prisão preventiva do mecânico, conhecido pelo apelido de “Febem”, por ser “tecnicamente reincidente, pois condenado em processo criminal, por estupro”, deve permanecer preso.
Wagner Gomes está preso na Penitenciária Estadual de Parnamirim e, devido à acusação de homicídio e tentativa de homicídio, perdeu o benefício da regressão para o regime semiaberto, concedido em 7 de fevereiro de 2011, voltando a cumprir pena de 15,4 anos de prisão por crime de estupro cometido em 2006 em Nísia Floresta.
Por conta da perda desse benefício, o juiz da Vara da Execução Penal, Henrique Baltazar dos Santos, já marcou audiência de justificativa do réu para 30 de agosto.
da TN
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