
Os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil e do Mundo celebram mais uma vez o 1º de Maio. Misturando luta e festa, muitos irão às ruas do país, para comemorar o que historicamente foi conquistado e lutar por mais avanços, mais cidadania.
A mesma firmeza que tivemos desde o início do século passado com as primeiras greves gerais, mobilizações de rua, ocupações de fábricas, é necessário ampliar a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas, reforma agrária; reforma política, democratização dos meios de comunicação; contra o processo de precarização e terceirização da mão-de-obra, por 10% do PIB para a Educação, o fim do Fator Previdenciário e políticas de geração de emprego e renda para a juventude, entre outros itens da pauta que as centrais sindicais estão defendendo já a algum tempo.
Avançamos muito nos últimos anos com os governos Lula e Dilma, principalmente na geração de empregos que atingiu níveis jamais alcançados na nossa histórica 20 milhões de trabalhadores empregados, o aumento real do salário mínimo, que em apenas 10 anos (2003 a 2013) teve crescimento real de quase 80%. Além disso, as políticas de transferência de renda, de ampliação do acesso ao ensino profissional, técnico e superior, a realização de concursos públicos em praticamente todas as áreas dos governos, como fruto de uma política de recuperação do papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico e social.
Só no governo da presidenta Dilma Rousseff, o Brasil gerou 4,8 milhões de empregos. No período de janeiro de 2011 a março de 2014, com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) que incorpora os servidores públicos e os celetistas de 2011 e 2012 e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED de 2013 a março de 2014, foram gerados no país um total de 4.845.051 postos de trabalho, representando um crescimento de 10,99% sobre o estoque de empregos em dezembro de 2010. No ano passado, o total de empregos gerados pela economia alcançou 1.117.171 postos de trabalho, um crescimento de 2,82% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2012.
Apenas nos três meses de 2014, o país gerou 344.984 postos de trabalho, correspondente ao crescimento de 0,85%, resultado superior ao ocorrido no mesmo período de 2013 (+306.068 postos).
Na última divulgação do Caged, relativo a março desse ano, os salários médios reais de admissão do trabalhador no Brasil registraram um aumento real de 12,26% em relação ao mês de dezembro de 2010, resultante das elevações de 13,88% no salário dos homens e 11,28% no recebido pelas mulheres.
Os trabalhadores e trabalhadoras sabem que é preciso preservar o que já foi conquistado. Tem consciência de que nenhumas dessas conquistas vieram de graça. Foram frutos de lutas mais recentes e de um legado histórico e lutas que nunca cessaram, mesmo nos tempos mais sombrios do Estado Novo ou da ditadura que se instalou no país com o golpe de 1964, e que se abateu fortemente sobre a classe trabalhadora e suas lideranças.
O povo trabalhador sabe que há o que comemorar, mas exige avanços estruturais. O 1º de Maio de 2014 tem a marca de preservar o legado do que foi construído e continuar fazendo história com lutas sociais por um Brasil que respeite seus trabalhadores e divida melhor a sua riqueza.
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