Líderes mundiais condenam ataque contra revista na França

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Líderes de diversas partes do mundo condenaram ataque terrorista que deixou ao menos 12 mortos na sede da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, na França, nesta quarta-feira.
O presidente da França, François Hollande, foi até a sede da revista e convocou uma reunião de crise no palácio presidencial. 
"É um atentado terrorista, não há dúvida", disse Hollande. O presidente definiu o ataque como "um ato de uma barbárie excepcional".
 
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a ação atingiu fortemente o povo da França. "Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas deste ataque terrorista e com o povo da França neste momento difícil", afirmou o presidente em uma nota oficial.
 
Pouco antes, a Casa Branca condenou o atentado "nos termos mais fortes".
 
"Todos na Casa Branca estão junto às famílias daqueles que foram mortos ou feridos neste ataque", declarou o porta-voz Josh Earnest, falando à MSNBC.

A presidenta Dilma Rousseff divulgou nota em que diz ter recebido, com “profundo pesar e indignação”, a notícia do “sangrento e intolerável atentado".
 
“Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas - a liberdade de imprensa”, afirma a presidenta na nota.
 
Na mensagem, Dilma presta condolências aos parentes das vítimas do atentado e expressa também ao presidente da França, François Hollande, e ao povo francês, a solidariedade de seu governo e da nação brasileira.
 
A chefe do governo alemão, Angela Merkel, definiu o atentado como abominável.
 
"Um ataque que ninguém pode justificar contra a liberdade de imprensa e de opinião, um fundamento de nossa cultura livre e democrática", afirmou em um comunicado.
 
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também condenou o que chamou de "um ato intolerável, uma barbárie".
 
"Estou profundamente consternado com o ataque brutal e desumano contra a redação da Charlie Hebdo. É um ato intolerável, uma barbárie que questiona a todos nós como seres humanos e europeus", afirmou Juncker em um comunicado.
 
Já o primeiro-ministro britânico, David Cameron, reagiu com revolta à notícia e expressou solidariedade com a França na luta contra o terrorismo. 
 
"Os assassinatos em Paris são revoltantes. Estamos ao lado do povo francês na luta contra o terrorismo e na defesa da liberdade de imprensa", declarou Cameron em sua conta no Twitter.
 
O Presidente russo, Vladimir Putin, e a chanceler alemã, Angela Merkel, condenaram hoje (7) o atentado ao jornal semanal francês Charlie Hebdo, que matou pelo menos 12 pessoas.
 
Putin transmitiu condolências às famílias pelas vítimas do ataque e condenou o terrorismo em todas as suas formas, disse seu porta-voz. “Moscou condena firmemente o terrorismo em todas as suas formas”, declarou à agência Tass Dmitry Peskov, o porta-voz de Putin, adiantando: “Nada pode justificar ataques terroristas”.
 
“O Presidente Putin, tendo em conta o trágico acontecimento em Paris, expressa as suas condolências aos familiares e entes queridos dos mortos e também ao povo de Paris e a todos os franceses”, disse ainda.
 
Os escritórios do jornal satírico Charlie Hebdo foram atacados hoje de manhã por homens encapuzados e armados com um lança-foguetes. Além dos 12 mortos, quatro dos feridos encontram-se em estado grave.
 
A redação da revista satírica, publicada semanalmente, já tinha sido atacada em novembro de 2011, quando um incêndio de origem criminosa destruiu as suas instalações.
 
Esse incidente ocorreu depois de a revista publicar um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia após a destituição do presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencidas pelo partido islâmico Ennahda, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”.
 
Num vídeo do ataque desta quarta-feira, filmado por um dos ocupantes do edifício que se refugiou num telhado, ouve-se uma voz de homem gritar “Allahu Akbar” (Alá é grande) entre o som de vários disparos.
 
Ao fugirem do local, os dois atacantes feriram um policial a tiro. Em seguida, abordaram um motorista que transitava no local, tomaram o veículo e, na fuga, atropelaram uma pessoa.

do istoe.com.br

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