JANEIRO Número de partos cesáreos na Maternidade das Quintas cresce cerca de 40%

Foto: José Aldenir
Desde o fechamento da Maternidade Leide Morais, localizada em Nossa Senhora da Apresentação, na zona Norte de Natal, a situação da Maternidade das Quintas, na zona Oeste da cidade, é sempre a mesma: superlotação. Hoje a unidade é a única da rede municipal que realiza partos cesáreos, o que resulta, mês a mês, em um aumento no número de partos realizados na maternidade. Em janeiro, por exemplo, foram realizadas 111 cesáreas, um aumento de 40%. Além disso, o número de partos normais está acima do comum. Foram 145 partos normais apenas no mês de janeiro.
“Hoje a maternidade está lotada, mas dentro da normalidade. Não temos pacientes em corredor, pois a situação chegou a ser pior. Os partos normais e cesáreos estão sendo realizados normalmente”, afirmou a diretora da Maternidade das Quintas, Aloma Fonseca. Cerca de 20% das parturientes que chegam à Maternidade das Quintas são do interior do Estado.
A Maternidade conta com 30 leitos, mas com o fechamento da Leide Morais houve um incremento de mais 13. A expectativa é que a maternidade da zona Norte de Natal reabra até a primeira quinzena de março e com isso desafogue a unidade das Quintas. “Nesses últimos meses, a demanda da zona Norte toda caiu sobre a nossa maternidade”.
“A reabertura da Leide Morais é um ganho para todos, principalmente para população e podemos voltar nossa atenção para melhorar a infraestrutura da unidade, pois nesse período nosso foco foi voltado quase que exclusivamente para o atendimento”, afirma Aloma Fonseca.
A dona de casa Joilma Ferreira mora no bairro de Igapó, zona Norte de Natal, e teve que se deslocar até as Quintas para ter sua filha no dia 29 de janeiro. Ela conta que está sendo bem atendida na Maternidade das Quintas, só lamentou o fato de ter que se deslocar até as Quintas para realizar o parto normal. “Aqui não é ruim, mas preferia estar próximo de casa, próximo dos familiares, mas fora isso eu não tenho do que reclamar”.
Denúncia
Célia Dantas, diretora do Sindicato dos Servidores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), denuncia que sete mulheres, nos últimos cinco dias, tiveram infecção hospitalar após a cesárea. “A desinfecção não obedece às normas de se fazer uma cesárea higiênica, em função da superlotação. A Maternidade das Quintas é a única que faz cesárea e diante da necessidade, faz-se um parto atrás do outro, sem ter tempo de higienizar a sala de forma correta. Enquanto isso, a Leide Morais continua fechada e o prefeito vetou R$ 4,6 milhões de recursos que seriam investidos na saúde, sendo que R$ 1 milhão na atenção materno-infantil”, denuncia a sindicalista.
A diretora da Maternidade das Quintas, Aloma Fonseca, desconhece que haja qualquer risco de infecção na unidade, uma vez que os profissionais têm todo cuidado com a higienização.
do JH

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