A bancada do Partido dos Trabalhadores fechou posição contraria ao distritão e ao financiamento privado de campanha. Na última reunião da Comissão Especial da Reforma Política (PEC 182/07) a bancada apresentou três destaques para votação em separado sobre questões imprescindíveis defendidas pela legenda.
De acordo com a deputada e vice-líder da bancada, Moema Gramacho (PT-BA) o relatório apresentado pelo colegiado da reforma política não representa o anseio da sociedade. “O financiamento se não é a única causa é uma das causas que propicia a troca de favores ao poder econômico interferindo no processo dos legislativos e entendemos também que o distritão meche diretamente na participação popular”, falou Moema.
Gramacho informou que o partido não abrirá mão da supressão do financiamento empresarial as campanhas ou partidos e da retirada do sistema eleitoral ‘distritão’, “O distritão vai atrapalhar as candidaturas populares e teremos também uma fragilização dos partidos políticos porque no distritão vencerá os primeiros mais votados daquele distrito, município ou estado”, protestou a parlamentar.
Moema ainda confirmou que a bancada apresentou destaque para a inclusão de emenda que institui a cota de 30% das vagas para as mulheres no parlamento a partir da próxima eleição, “O distritão vai inibir a participação de gênero e proporcionar uma personalização do processo eleitoral porque provavelmente venceram os coronéis e os velhacos de sempre da política”, censurou ela.
De autoria da própria parlamentar, a proposta também estabelece o aumento do percentual da cota em 5% a cada eleição até que se alcance em 20 anos a paridade (50% x 50%) entre homens e mulheres.
“Queremos defender a cota de mulheres porque queremos mais mulheres na política. Da forma que está teremos dificuldades de reoxigenarão das candidaturas de jovens, mulheres e de representações populares”, clamou a petista alertando para que não haja retrocesso na proposta da reforma política.
O relatório, que começou a ser debatido na última reunião realizada na quinta-feira (14) pelos membros da comissão, está previsto para ser votado na próxima terça-feira (19), às 10h30.
Por Fabrícia Neves, da Agência PT de Notícias
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