Melhorar a vida nos países pobres é melhorá-la em todas as nações. Lula, na Expo Milão

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os governos nacionais assumam sua responsabilidade no combate à fome, e uma estratégia integrada entre proteção social e apoio à agricultura nesta sexta-feira (5). O ex-presidente falou no encerramento do Fórum de Ministros da Agricultura na Expo Milão 2015, que reuniu autoridades, ONGs e especialistas em agricultura e alimentação. A Expo 2015, a Feira Mundial, tem neste a alimentação como o seu tema principal.

Em seu discurso, Lula disse que melhorar a vida nos países pobres não afeta somente as pessoas desses países, mas em todas as nações. "A cada ano crescem os contingentes de refugiados e de deslocados internos. São pessoas que deixam sua terra, empurradas por violência e conflitos regionais. Acredito que é muito melhor apoiar o desenvolvimento dos países pobres do que fechar as portas dos países ricos à migração".

O Fórum de Ministros da Agricultura divulgou a “Carta de Milão” que defende o acesso à água, alimentos saudáveis e energia para todos no planeta. Para o ex-presidente, a Carta irá contribuir para construir uma consciência global sobre a segurança alimentar.

 Lula lembrou os avanços da sociedade brasileira no combate à fome e à miséria, e que o país chegou a ter 50 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da miséria extrema. O ex-presidente disse ainda que seu principal objetivo ao assumir a Presidência do Brasil era acabar com a fome. O programa Bolsa Família foi parte fundamental dessa luta, atendendo mais de 50 milhões. Além dele, foi importante a ampliação do crédito rural, para os pequenos e grandes produtores, ampliando a produção de alimentos. Esforço coroado com a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU em 2014.

O ex-presidente também defendeu maior cooperação para o desenvolvimento da agricultura e a erradicação da fome na fome na África. “Eu tenho a convicção de que a África, recebendo os estímulos justos e necessários, pode deixar de ser um continente ainda marcado pela fome para se tornar um dos celeiros do mundo. Deixar de ser um problema para se tornar uma grande solução.”
do institutolula

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