
A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, aproveitou a realização da Marcha das Margaridas para enaltecer personalidades femininas que não recuaram diante da luta: a presidenta, Dilma Rousseff, e a líder sindical paraibana Margarida Alves, assassinada em 1983. “São mulheres que simbolizam a resistência de uma geração da qual, orgulhosamente, eu faço parte”, comentou.
Durante o discurso, ela mencionou a luta das mulheres no período de ditadura, no qual a presidenta foi presa política e vítima de tortura, para ressaltar a capacidade de liderança de Dilma.
A ministra destacou “a resistência de quem não aceita rompimentos democráticos, resistência de quem enfrentou regime militar e sofreu as mais perversas violações de direitos humanos, em defesa de ideais e dos companheiros e companheiras de luta. A resistência de quem não se dobra a vozes autoritárias de hoje e de ontem, que visam o enfraquecimento da democracia, a não respeitar a vontade soberana do povo, essa mulher forte e resistente de coração valente, que hoje preside o nosso Brasil”.
Na ocasião, a ministra lembrou ainda que conheceu pessoalmente Margarida Alves, a quem definiu como mulher de “força e determinação”. Margarida foi a primeira mulher a presidir um sindicato de trabalhadores na Paraíba. Ela foi assassinada com um tiro de espingarda calibre 12, disparada por um matador de aluguel em 12 de agosto de 1983, por causa de disputas entre sindicatos e latifundiários da região do Brejo Paraibano. O crime chegou a ser denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Mas, 30 anos depois, nenhum dos mandantes foi condenado.
Por causa de violências como essas, Menicucci afirma que todas as brasileiras são vitoriosas, porque lutam diariamente contra o machismo e todas manifestações preconceituosas. “São mulheres que, com a força das mãos e suor do seu trabalho, lutam por uma vida melhor”, comentou.
do blog.planalto
Nenhum comentário:
Postar um comentário