Sem provas e sem delação para incriminar Lula, MP ameaça com prisão

Há muito tempo temos apontado que parte dos investigadores da Operação Lava Jato, que tem o juiz Sérgio Moro como responsável, usa da premissa de primeiro apontar o criminosos e depois definir o crime que ele cometeu. Outra denúncia feita por diversos juristas, inclusive do Supremo Tribunal Federal, diz respeito ao abuso das prisões preventivas como forma de promover delações.

Por Dayane Santos
No "Ctrl C e Ctrl V", jornais repetiram manchetes nesta quarta (1º de junho)
Lula não teve qualquer papel na reforma do apartamento e nas obras do sítio. Como Lula já havia afirmando em vários depoimentos prestados, Pinheiro afirma que a reforma do sítio, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio.


Já a reforma no tríplex do Guarujá foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente, mas Lula e sua famí8lia não se interessaram pelo imóvel.

Léo Pinheiro começou a negociar acordo de delação em março, mas como o seu depoimento não agradou os investigadores, não há perspectivas de que a delação seja firmada, ou seja, vão deixar o empreiteiro mais tempo na prisão.

A Folha de S. Paulo, assim como outros jornais, afirma ainda que a OAS e Odebrecht “disputam uma corrida para selar o acordo de delação”. A frase solta abre espaço para várias interpretações, mas no final da matéria a explicação: “Os procuradores da Lava Jato em Curitiba e Brasília adotaram uma estratégia para buscar extrair o máximo de informação da Odebrecht e OAS: dizem que só vão fechar acordo com uma das empresas. E, neste momento, a Odebrecht está à frente, segundo procuradores”.

Percebe-se que a disputa não é para procurar a verdade, mas de quem diz o que eles querem que seja dito em troca da libertação ou redução de pena.

Vale lembrar que em trechos vazados há alguns meses - também com exclusividade da grande mídia - da pré-delação de Léo Pinheiro dava conta de propinas na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais, nos governos tucanos de Aécio Neves e Antonio Anastasia. Disso, nada mais vazou até agora. 

Do Portal Vermelho

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