Com retrocessos de Temer, Brasil pode voltar ao Mapa da Fome

julho 11, 2017Senador Georgino Avelino Minha Cidade

Três anos depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo golpista de Michel Temer conseguiu trazer de volta o fantasma da fome no País.

Relatório produzido por um grupo de mais de 40 entidades da sociedade civil, que monitora o cumprimento de um plano de ação com objetivos de desenvolvimento sustentável acordado entre os Estados-membros da ONU, a chamada Agenda 2030, alerta que o Brasil pode voltar figurar entre os países do Mapa da Fome.
O documento será entregue às Nações Unidas na próxima semana, durante a reunião do Conselho Econômico e Social, nos Estados Unidos.

O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014, fruto de uma década de políticas inclusivas e voltadas ao desenvolvimento social implantadas pelos governos dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Eleita Dilma Rousseff.

Porém, com a política de austeridade econômica e as recentes decisões do usurpador Temer de suspender recursos para programas sociais, inclusive o reajuste do programa Bolsa Família previsto para julho, estão recolocando o País nesta antiga posição.

“A falta de comida na mesa dos brasileiros é o maior retrocesso da passagem de Michel Temer pela Presidência. É reflexo da desastrosa política econômica neoliberal defendida por esse presidente e por seu ministro Henrique Meirelles”, afirmou a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em seu artigo semanal publicado nesta segunda-feira (10), no site do partido.

Sair do Mapa Mundial da Fome da ONU significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, no Facebook, sobre o retrocesso promovido pelo governo golpista.
Ouvido pelo jornal ‘O Globo’, o coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e consultor da ActionAid, que participaram da elaboração do relatório, Francisco Menezes, afirmou que a exclusão de famílias do Bolsa Família e a redução do valor investido no Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), “são uma vergonha para um País que trilhava avanços que o colocava como referência em todo o mundo”.

De acordo com o IBGE, a proporção de lares que vivia em insegurança alimentar grave caiu à metade entre 2004, ano da primeira pesquisa, e 2013, dado mais recente, de 6,5% para 3,2%.

A insegurança alimentar grave é uma medida adotada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia). Ao aplicar a Ebia, é possível classificar os lares de acordo com o grau de segurança alimentar, ou seja, se existe uma situação de conforto ou de medo e risco de ficar sem comer.

Também ouvido pelo O Globo, o representante das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação no Brasil, Alan Bojanic, reconheceu que há uma relação direta entre crises econômicas e o aumento da insegurança alimentar e pobreza.

Além do ex-presidente Lula, diversos parlamentares também falaram sobre o assunto.



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