CAMINHONEIROS, QUE APOIARAM O GOLPE, ERAM FELIZES E NÃO SABIAM

agosto 01, 2017Senador Georgino Avelino Minha Cidade

Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação
Caminhoneiros, que paralisaram o País no final de 2015 num ato contra a presidente eleita Dilma Rousseff, fazem protestos em estradas do país na manhã desta terça-feira (1º) contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis, que encareceu o preço nos postos; até as 10h30, havia registros de atos em rodovias de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo – alguns deles com bloqueio de pistas

Minas 247 - Caminhoneiros fazem protestos em estradas do país na manhã desta terça-feira (1º) contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis, que encareceu o preço nos postos.

Até as 10h30, havia registros de atos em rodovias de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo – alguns deles com bloqueio de pistas.

Em Minas, houve manifestação no km 361 da BR-381, em João Monlevade, que fica na Região Central de Minas Gerais. A categoria bloqueou uma das pistas com fogo. A manifestação faz parte da greve nacional dos transportadores de cargas contra o aumento da PIS/Cofins - a alíquota aumentará de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. No caso do litro do etanol, a alíquota passará de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentará para R$ 0,1964.

De acordo com o Sindicato dos Transportadores de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG), os transportadores de combustíveis e de derivados de petróleo devem aderir em massa ao movimento. 

O presidente do sindicato, Irani Gomes, avalia que o decreto representa mais um duro golpe. "Assim como nos demais segmentos, entre os transportadores de combustíveis e de derivados petróleo o sentimento é de indignação com relação ao descaso com que o setor vem sendo tratado pelos governantes".

"Os transportadores não suportam mais os altos custos dos insumos que incidem sobre o frete, principalmente do diesel. Portanto, a adesão à paralisação deve ser total", acrescentou.

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