De acordo com o general Antonio Carlos Barboteo Pinto, comandante da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada – que compreende o Rio Grande do Norte e parte da Paraíba – a Operação Sertão atende à solicitação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), que entendeu que algumas cidades do Estado deveriam possuir presença da tropa federal. Por sua vez, diz o comandante, o Tribunal Superior Eleitoral concedeu o pedido do TRE-RN, solicitando ao Ministério da Defesa que repassasse a missão ao Exército Brasileiro.
“Nós estamos atendendo ao pleito de estarmos presentes em 37 municípios do Estado do Rio Grande do Norte”, afirmou o general Antonio Carlos Barboteo Pinto. Além dos 1.500 homens que estão sendo deslocados para o interior, parte do pessoal de comando e controle especializado do Exército ficará na retaguarda, com a possibilidade de dar suporte aos militares que estão sendo empregados diretamente nos locais de votação.
“A tropa federal não atua em reforço a ações de segurança pública. Isso é específico dos órgãos de segurança pública que já estão sendo empregados. Nós atuamos estritamente por uma solicitação formal do juiz eleitoral, que é quem vai modular a atuação da Força Federal de maneira formalizada”, explicou o comandante da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada.
“Quando ele (juiz eleitoral) entender que ultrapassou a capacidade dos órgãos de segurança pública de atender suas demandas, o o juiz formaliza (a necessidade de empregar a Força Federal). Não se trata de reforçar ou complementar. São ações diferentes”, disse o general Antonio Carlos Barboteo Pinto.
PREPARATIVOS
Os homens envolvidos na Operação Sertão se preparam há cerca de três semanas para atuar durante o pleito eleitoral. “Reunimos toda a tropa em Natal, preparamos, nivelamos os conhecimentos e agora estamos dando início a nossa operação de garantia de votação e apuração”, explicou o comandante. “Todos os militares que estão sendo empregados estão instruídos sobre o limite de atuação que as tropas federais têm em uma operação como essa”, completou.
“Como cidadãos, nós esperamos que o povo conscientemente escolha os melhores representantes para dar continuidade ao processo democrático do país”, comentou o general Antonio Carlos Barboteo Pinto.
TN Online
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