Mineiro: "Os funcionários do MEIOS não podem ser penalizados"

Em sua fala na audiência pública sobre o Movimento de Integração e Orientação Social - MEIOS, o deputado Fernando Mineiro levantou a discussão sobre o verdadeiro papel da instituição no Estado. Segundo ele, apesar do MEIOS fazer parte da sociedade civil, desde sua fundação, há 31 anos, o Governo do Estado indicou seus presidentes e financiou a instituição.

"O MEIOS substituiu o Estado em uma série de questões na área social. Precisamos entender isso para saber o que estamos fazendo nesta audiência", apontou Mineiro.

Com a cópia do ato de fundação do MEIOS nas mãos, datada de 25 de julho de 1979, Mineiro explicou que a situação irregular atravessou os Governos de José Agripino, Geraldo Melo, Vilma de Faria e Iberê. Ele ressaltou, entretanto, que os funcionários não podem ser penalizados por isso.

"O Governo atual herdou um problema e o tornou maior ainda. Se o MEIOS for extinto, que órgão vai realizar as mesmas ações que ele?", questionou.

Investigação
O representante do Ministério Público, Geovane Rosado, afirmou que o MP irá ingressar com ação pedindo uma diretoria provisória para o MEIOS. Além de administrar o repasse dos salários atrasados, ela irá apurar as irregularidades no órgão em conjunto com o Ministério Público. "Quem tiver informações deve levar ao MP", enfatizou. Mineiro sugeriu que o MP ouvisse a comissão de funcionários na investigação.

Segundo o procurador geral do Estado, Miguel Josino e o secretário de Trabalho e Ação Social do RN, Luiz Eduardo Carneiro, os pagamentos estão garantidos. No montante, estão incluídos os meses de outubro, novembro, dezembro e o 13º salário.

"Sem a diretoria provisória não é possível fazer os repasses", ressaltou Josino.

Funcionários

Os funcionários do MEIOS foram representados pela assistente social Ana Angélica. Em um discurso emocionado, ela lembrou que várias pessoas passam por necessidades financeiras e problemas emocionais devido a situação do Movimento. "Estamos trabalhando em prol do RN há 31 anos e agora nos tratam como se fôssemos descartáveis?", questionou.

Fonte: Assessoria do Mandato

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