Construtora começa a escorar vigas para demolição de prédio


As obras de demolição do prédio ameaçado de desabar na avenida Estrela do Mar em Ponta Negra começaram na manhã de ontem. Na parte da tarde, as vigas de proteção estavam sendo colocadas, no último andar, até então construído. As vigas da base já estavam colocadas para escorar e garantir que o prédio não desabe de uma vez.
Edu Barboza
As vigas da base já estão colocadas para escorar e garantir que o prédio não desabe de uma vezAs vigas da base já estão colocadas para escorar e garantir que o prédio não desabe de uma vez

De acordo com três pedreiros que se encontravam no local e com o advogado Luiz Queiroz, da empresa responsável pela construção, a Cral Construções e Empreendimentos,  o processo de demolição será aos poucos, de forma manual, de cima para baixo. “Os pedreiros vão instalar as vigas em todos os andares até então construídos para segurar o prédio, depois eles vão quebrar manualmente com um martelete”, disse o advogado. 

O detalhamento, por exemplo, de quantos homens serão usados e prazo de conclusão só pode ser dito pelo engenheiro responsável pela demolição Rivaldo José Fernandes, que esteve apenas na parte da manhã no local e não foi localizado pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE à tarde. A demolição foi autorizada na última sexta-feira (05), pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), por meio de alvará.

Para que o alvará de demolição fosse aceito, a empresa emitiu junto a secretaria uma série de documentos, entre os quais o plano de trabalho da demolição e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do responsável pela demolição (engenheiro Rivaldo José Fernandes). A data e hora da demolição também foram comunicados à Semurb para que providencie junto ao Corpo de Bombeiros o isolamento da área.

O laudo apontando as causas dainclinação  do prédio será finalizado em até 30 dias, após a demolição total do prédio. A informação é do engenheiro Fábio Pereira, que foi indicado pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Rio Grande do Norte (IBAPE-RN), a pedido da Cral, para ser responsável na elaboração do laudo técnico. Segundo ele, o laudo vai se basear no recálculo da estrutura e análise de materiais. 

“Vamos fazer o cálculo de novo, retirar amostras de concreto para ver a resistência desse matéria e fazer sondagem geológica para checar as condições do solo. Com isso, teremos condições de apontar as causas bem como saber quem falhou”, explicou Fábio Pereira. Ele confirmou que já está com o projeto de construção em mãos, mas que o trabalho de levantamento das causas está apenas no início. 

“Por uma questão até de segurança não dá para fazer esse trabalho de verificação do que aconteceu agora, temos que esperar a demolição. A coleta de material, por exemplo, é impossível com o prédio correndo risco de desabar”, explicou. Quando finalizar o trabalho, o resultado será encaminhado ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN) para tomar as devidas providências; para a própria Cral e para o Corpo de Bombeiros do RN. 
da TN

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