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| Ônibus tombou na Bernardo Vieira após ser atingido por um trem. Um adolescente morreu |
O delegado da Delegacia Especializada de Acidentes de
Veiculos (DEAV), Sérgio Fernando Leocádio afirmou que o depoimento dos
maquinistas, envolvidos no acidente entre um trem e um ônibus da empresa
Reunidas, linha 10/29, no último dia 10, gira em torno de culpa do motorista.
Nilson de Jesus e Josadac Bernardino do Oliveira, maquinistas, prestaram
depoimento ontem, mas não quiseram falar com a imprensa. Por enquanto, o
delegado afirma que ainda não é possível dizer se houve dolo e quem é o culpado
da morte do estudante Francisco Davi de Almeida Teixeira, de 14 anos.
De acordo ainda com o delegado responsável pelas
investigações, Nilson de Jesus disse ter buzinado ao sair da estação Padre João
Maria, que fica a 20 metros do cruzamento em que aconteceu o acidente, entre as
avenidas Bernardo Vieira e Coronel Estevam (avenida 9). “O maquinista falou que
saiu devagar e buzinou, já que a estação fica muito próximo do cruzamento”. O
delegado disse ainda que o auxiliar repetiu a história, acrescentando que
os ônibus da empresa Reunidas, costumeiramente, atravessam a linha antes do
trem, e inclusive já ligou para a empresa reclamando algumas vezes.
No depoimento do operador da cancela no dia do acidente, o delegado informou que Alex Dênis Lima de Macedo confirmou o que uma equipe da DEAV havia verificado na última semana: o sinal sonoro está quebrado e a cancela não chega até a faixa exclusiva do ônibus. Durante três dias na semana do acidente, a DEAV elaborou reconstituição do fato, oportunidade em que verificou que havia uma câmera que mostrou as imagens do acidente. Diante das imagens, Sérgio Leocádio marcou para a próxima quinta-feira (18) um novo depoimento do motorista do ônibus, Erivan Gomes Aureliano. “No primeiro depoimento ele veio e contou o que quis, que o sinal estava verde para ele, que a cancela não abaixou e que não ouviu a buzina do trem. Mas vimos nas imagens que isso não aconteceu e vamos saber o porque do procedimento tomado por ele”, disse o delegado.
Além das imagens divulgadas, o condutor de um dos carros próximos ao acidente contrariou o primeiro depoimento do motorista. Wilson Sales Pessoa, afirmou como testemunha que o trem saiu da estação Padre João Maria devagar, buzinando e viu quando a cancela baixou enquanto o sinal estava verde para os automóveis.
Quem também prestará depoimento, só que na quarta-feira (17), será um representante da Companhia de Trens Urbanos de Natal (CBTU) para explicar o porque do procedimento interno conhecido como Regulação Geral de Operações (RGO) em que consiste orientar os funcionários de seguirem viagem após um acidente de trânsito, contrariando as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). No seu artigo 304 fala da omissão de socorro quando houver vítima em acidente. As penas para esse tipo de infração é de detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave.
Ainda à respeito da reconstituição do acidente, a DEAV realizou um registro fotográfico de uma árvore próxima à linha férrea que pôde ter influenciado no acidente, pois alguns pedestres alegaram que a árvore impede a visibilidade dos motoristas. Além disso, o órgão verificou que a locomotiva, máquina que puxa o vagão, tem 11,65 metros e o trem tem 13 vagões medindo 13 metros cada, ou seja, o comprimento total do trem é de um pouco mais de 180 metros. No momento do acidente o trem tinha aproximadamente 400 pessoas.
Sobre o tipo de linha a seguir nas investigações, o delegado Sérgio Leocádio acredita que na próxima sexta-feira (19) concluirá o inquérito, mas que ainda é cedo para avaliar se houve dolo na morte de Francisco Davi Teixeira, de 14 anos, e quem é culpado. “Essa semana, ou no mais tardar na próxima, quero concluir esse caso. Estou esperando as imagens das câmeras interna e externa do ônibus da Reunidas que ainda não recebi, as perícias do Itep e os novos depoimentos”, disse.
Histórico
O estudante Francisco Davi de Almeida Teixeira, de 14 anos, foi vítima fatal de um acidente envolvendo o ônibus da linha 10-29 que seguia na avenida Bernardo Vieira, lotado, no cruzamento com a avenida Coronel Estevam e o trem que fazia a linha Sul, em direção a Parnamirim, no último dia 10.
No momento do acidente, o ônibus estava passando sobre a linha férrea e foi atingido pela locomotiva. O trem conseguiu arrastar por alguns metros o ônibus, que acabou tombando na via.
No depoimento do operador da cancela no dia do acidente, o delegado informou que Alex Dênis Lima de Macedo confirmou o que uma equipe da DEAV havia verificado na última semana: o sinal sonoro está quebrado e a cancela não chega até a faixa exclusiva do ônibus. Durante três dias na semana do acidente, a DEAV elaborou reconstituição do fato, oportunidade em que verificou que havia uma câmera que mostrou as imagens do acidente. Diante das imagens, Sérgio Leocádio marcou para a próxima quinta-feira (18) um novo depoimento do motorista do ônibus, Erivan Gomes Aureliano. “No primeiro depoimento ele veio e contou o que quis, que o sinal estava verde para ele, que a cancela não abaixou e que não ouviu a buzina do trem. Mas vimos nas imagens que isso não aconteceu e vamos saber o porque do procedimento tomado por ele”, disse o delegado.
Além das imagens divulgadas, o condutor de um dos carros próximos ao acidente contrariou o primeiro depoimento do motorista. Wilson Sales Pessoa, afirmou como testemunha que o trem saiu da estação Padre João Maria devagar, buzinando e viu quando a cancela baixou enquanto o sinal estava verde para os automóveis.
Quem também prestará depoimento, só que na quarta-feira (17), será um representante da Companhia de Trens Urbanos de Natal (CBTU) para explicar o porque do procedimento interno conhecido como Regulação Geral de Operações (RGO) em que consiste orientar os funcionários de seguirem viagem após um acidente de trânsito, contrariando as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). No seu artigo 304 fala da omissão de socorro quando houver vítima em acidente. As penas para esse tipo de infração é de detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave.
Ainda à respeito da reconstituição do acidente, a DEAV realizou um registro fotográfico de uma árvore próxima à linha férrea que pôde ter influenciado no acidente, pois alguns pedestres alegaram que a árvore impede a visibilidade dos motoristas. Além disso, o órgão verificou que a locomotiva, máquina que puxa o vagão, tem 11,65 metros e o trem tem 13 vagões medindo 13 metros cada, ou seja, o comprimento total do trem é de um pouco mais de 180 metros. No momento do acidente o trem tinha aproximadamente 400 pessoas.
Sobre o tipo de linha a seguir nas investigações, o delegado Sérgio Leocádio acredita que na próxima sexta-feira (19) concluirá o inquérito, mas que ainda é cedo para avaliar se houve dolo na morte de Francisco Davi Teixeira, de 14 anos, e quem é culpado. “Essa semana, ou no mais tardar na próxima, quero concluir esse caso. Estou esperando as imagens das câmeras interna e externa do ônibus da Reunidas que ainda não recebi, as perícias do Itep e os novos depoimentos”, disse.
Histórico
O estudante Francisco Davi de Almeida Teixeira, de 14 anos, foi vítima fatal de um acidente envolvendo o ônibus da linha 10-29 que seguia na avenida Bernardo Vieira, lotado, no cruzamento com a avenida Coronel Estevam e o trem que fazia a linha Sul, em direção a Parnamirim, no último dia 10.
No momento do acidente, o ônibus estava passando sobre a linha férrea e foi atingido pela locomotiva. O trem conseguiu arrastar por alguns metros o ônibus, que acabou tombando na via.
da TN

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