O adeus ao Mestre Sérvulo do Bambelô

Sérvulo deixa não só o grupo Bambelô da Alegria, mas o legado da brincadeira em grupos da nova geração, como PeduBreu
São Gonçalo do Amarante amanheceu menos colorida. O município que é celeiro de mestres e grupos originais da cultura popular, perdeu na manhã de domingo (14) mais um representante de ponta, o artista Sérvulo Teixeira de Moura, conhecido como Mestre Sérvulo do Bambelô da Alegria. Ele tinha 86 anos, era diabético e hipertenso. Na manhã de domingo, quando se preparava para ir a um piquenique se sentiu mal. Chegou a ser socorrido no hospital, mas não resistiu aos problemas respiratórios. O sobrinho e também músico Glaucio Teixeira Pedubreu, lembrou com emoção a ativa participação do Mestre na comunidade de brincantes de Santo Antônio do Potengi. “Tio Sérvulo era tudo pra gente”. 
O corpo foi sepultado na manhã de segunda-feira,  no  cemitério público. De acordo com a prefeitura de São Gonçalo do Amarante,  Sérvulo estava recebendo um incentivo cultural, por meio da Fundação Dona Militana, projeto que tem como objetivo a valorização dos mestres da cultura do município.

Mestre Sérvulo Nasceu no Sítio Breu, no dia 10 de dezembro do ano de 1927. Foi um bastião da memória dos brincantes de boi; do fandango, bambelô, pastoril, congos. 

O bambelô é uma forma mais sofisticada do coco de roda, que recebeu influências d o samba.  É dançado em círculos onde brincantes batem na palma da mão enquanto outros fazem passos diferenciados no centro. Há um revezamento denominado “vênia” (umbigada).

da TN

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