
Durante encontro com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Kátia Abreu, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (FAERN), José Vieira, pediu a retomada do programa de vendas em balcão de milho com preços diferenciados para a região da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O encontro aconteceu na tarde da última terça-feira em Brasília. Vieira também preside a Comissão para a região Nordeste da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

O Programa de Venda em Balcão Especial, que permite a aquisição de estoques públicos a preços diferenciados, foi suspenso em dezembro. “A venda é essencial para garantir a suplementação alimentar dos animais em meio a um período de estiagem que teve início em 2012 e deve se agravar na safra 2014/2015 em função dos efeitos do fenômeno El Nino”, explicou Vieira.
Ao receber o documento da Faern, a Ministra Kátia Abreu, informou que o Governo está monitorando a situação e “dará prioridade ao pleito de forma a que a situação seja resolvida o mais rápido possível”.

A proposta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentada por José Vieira é de retomada do programa com preços especiais até 31 de junho de 2015, quando será possível ter uma ideia melhor do panorama climático para o abastecimento e produção de volumosos na região da Sudene.
Além do Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo estão na área de abrangência da superintendência.
Levantamento feito pelas federações estaduais de agricultura e pecuária da região mostra que o preço da saca de 60 quilos de milho comercializada no Nordeste varia entre R$ 38 e R$ 42. Há relatos de que os produtores preferem pagar tais preços a recorrer aos estoques públicos oficiais oferecidos por meio do programa de venda em balcão. “A burocracia tem afastado os pecuaristas dos estoques oficiais”, afirma o presidente da FAERN. Ele explica que, para participar do programa, os produtores precisam estar cadastrados na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), antecipar os pagamentos e contratar o frete.
do politicaemfoco