Recursos para São Paulo são fundamentais e estruturantes contra a crise hídrica, diz Kassab

"Nós realmente estivemos presentes desde o início dessa crise, o governo federal entendeu a importância dessa parceria, de contribuir com recursos para apoiar esses projetos”, afirmou Kassab. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto
A assinatura do contrato de financiamento entre Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), nesta quinta-feira (25), é um entendimento de fundamental importância principalmente por não ser empreendimento emergencial e sim, estrutural. A avaliação foi feita pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em entrevista ao Blog do Planalto. Ele destacou como o governo da presidenta Dilma vem atuando como parceira do governo do estado de São Paulo no enfrentamento dos efeitos da crise hídrica. Segundo o ministro, a expectativa é de que as obras sejam concluídas por volta de maio de 2017. O governo federal, e essa tem sido a orientação da presidenta Dilma, tem sido parceiro do governo do estado de São Paulo. Nós realmente estivemos presentes desde o início dessa crise, o governo federal entendeu a importância dessa parceria, a importância de contribuir com recursos para apoiar esses projetos.”

Kassab afirmou ainda que, juntamente com a atuação do governo federal, está sendo construída uma solução de médio prazo para garantir a segurança hídrica na maior cidade do País e em sua região metropolitana.

“É uma solução definitiva e vai permitir, quando concluída a integração entre o sistema de Jaguari e o Paraíba com o sistema Atibainha, que os dois sistemas possam conversar entre si. Tanto que, quando chover muito num sistema, a água pode ser direcionada para o outro sistema e vice e versa. Isso vai trazer muita segurança hídrica para a região.”

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também falou sobre a importância do financiamento para a obra. De acordo com ele, trata-se de uma obra estruturante de engenharia que dobrará a capacidade de reserva dos dois sistemas.

“São R$ 747 milhões em financiamento. Com isso, nós vamos fazer uma grande obra. Dobra a capacidade de reservação de ambos os sistemas. Passa de 1,0 bilhão para 2,1 bilhões de m³/s por segundo. Diminui a vulnerabilidade. Quando chove hoje, chove demais, quando faz seca faz seca demais, com as mudanças climáticas que, tudo indica, vieram para ficar. Então, a medida que nós aumentamos a reservação, quando chover guarda, quando precisar usa.”

O governador ainda avaliou a importância da parceria com o governo federal ao lembrar da parceria público privada (PPP) do rio São Lourenço. “Eu dei o exemplo para a presidenta Dilma da PPP do São Lourenço, que nós estamos fazendo uma PPP de água, dois anos de obra já. Ela tem hoje 3 mil pessoas trabalhando na obra, vamos chegar a dezembro com 3,5 mil”, lembrou.

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