Em cinco anos, seca atinge estágio mais avançado no RN

novembro 08, 2016Senador Georgino Avelino Minha Cidade

A estiagem que se prolonga há cinco anos no Rio Grande do Norte chegou em setembro ao estágio mais avançado, segundo os dados mais atuais do Mapa do Monitor de Secas do Nordeste (MSNE), publicado em outubro pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O relatório informa que, em grande parte do estado, as chuvas “não foram suficientes para amenizar a severidade da seca observada nos últimos meses”.

De acordo com relatório do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), 90% dos municípios potiguares enfrentam problemas com o abastecimento. No final de setembro, o governo decretou estado de emergência em 153 das 167 cidades do RN. Além da escassez de água para consumo humano e animal, a seca causou, até agora, prejuízos para nossa cadeia produtiva da ordem de R$ 4 bilhões.

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), desde o início desse ciclo da seca, alertou para os efeitos do prolongamento da estiagem no Rio Grande do Norte. Ele chama a atenção para a gravidade do problema desde o final de 2012, quando percorreu todas as regiões potiguares debatendo a situação com a população dos municípios atingidos.

Para Mineiro, a falta de um sistema integrado de recursos hídricos agrava ainda mais a situação do RN. A despeito de estar previsto em lei desde 1996, esse mecanismo nunca foi efetivamente implantado.

Mineiro alertou, principalmente, para o colapso eminente no abastecimento de água para consumo humano, como consequência tanto do fenômeno natural como da ausência de políticas públicas efetivas de enfrentamento aos efeitos da estiagem.

Dos 47 reservatórios de água com mais de 5 milhões de metros cúbicos de água no RN, segundo o Igarn, 21 estão em volume morto e oito estão secos. A tendência, ainda de acordo com o órgão, é que outros cinco entrem em volume morto até o final de 2016.

Mineiro voltou a enfatizar que, para amenizar o sofrimento provocado pela seca, é necessário um plano articulado pelos órgãos de gestão dos recursos hídricos do Rio Grande do Norte.

Foto: Vlademir Alexandre.

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