Pesquisa mostra preconceito contra jovens com diferentes orientações sexuais nas escolas

novembro 23, 2016Senador Georgino Avelino Minha Cidade


31061507091 3d4dedc69b k
Uma pesquisa inédita no Brasil apresentada, nesta terça-feira (22), durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH), mostra dados preocupantes e alarmantes sobre o ambiente enfrentado pelos jovens LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) nas escolas do País.

A pesquisa foi respondida pela internet por cerca de mil estudantes, com idades entre 13 e 21 anos, sobre que as experiências vividas nos ambientes educacionais durante o ano letivo de 2015.  A avaliação foi feita entre dezembro de 2015 e março de 2016.  O levantamento foi realizado em conjunto com outros cinco países da América Latina – Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Colômbia.

Os principais resultados da Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil – coordenada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) – apontam que 60% dos participantes se sentiam inseguros na escola por se definirem como LGBTTT.

Outros 73% dos estudantes disseram ter sido agredidos verbalmente. 36% afirmaram ter sofrido agressões físicas. Índice igual, 36%, enfatizaram ter sido ineficaz a resposta dos profissionais das escolas para impedir tais agressões. Desses que sofreram agressão física, 39% afirmaram que ninguém da família falou com membros da equipe de profissionais da escola quando o estudante sofreu agressão ou violência.

Intolerância e preconceito

Para a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que presidiu a audiência, a pesquisa é extremamente importante por dar voz aos que, de fato, são atingidos por atos de intolerância e preconceito dentro das escolas do País. “Infelizmente, esse cotidiano ainda está presente no Brasil e no ambiente escolar. As crianças e adolescentes não devem ir à escola com medo. Devem ir para se desenvolverem como seres humanos completos e receberem as ferramentas adequadas para exercer sua cidadania em toda a sua plenitude”, apontou.
Júlio Dantas, presidente da Fundação Todo Mejora, localizada no Chile, e que trabalha na prevenção ao suicídio de jovens LGBT, disse que a pesquisa, realizada em diversos países da América Latina, tem o objetivo de auxiliar na construção e execução de políticas públicas voltadas para a área da educação.
Além disso, a pesquisa mostrou um conjunto de realidades bem distintas. No Chile, por exemplo, 68% dos estudantes 

Foto: Alessandro Dantas

sofrem algum tipo de violência na escola, ao chegar em casa e relatar a situação aos pais, não recebem nenhum tipo de apoio. “Percebemos a normalização da violência. E essa normalidade é algo que estamos tentando mudar”, disse.
Toni Reis, coordenador da pesquisa, explicou que a questão da violência contra os jovens LGBTT está diretamente ligada com o rendimento escolar dos alunos. Assim, segundo o estudo, quanto maior a agressão sofrida pelo aluno, pior é o seu rendimento escolar. “Ao discutir o Ideb - Índice de Desenvolvimento Básico da Educação -, temos de analisar essa questão. Discutir a questão do respeito dentro da escola também melhora qualidade do ensino”, apontou. “O que queremos se resume a respeito e tolerância”, resumiu.

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) lamentou que, no momento de uma ruptura democrática, haja uma construção de segmentos dentro do Congresso Nacional que trabalham no intuito de caçar direitos adquiridos. De acordo com a parlamentar, o crescimento da lógica fundamentalista é ameaçador à diversidade característica da população brasileira.

“A ruptura democrática sempre ameaça os direitos. Direitos e democracia têm uma relação umbilical. São os direitos que potencializam a democracia e a transformam numa democracia de alta intensidade. Se há uma ruptura, passamos a viver um processo de ameaça de todos esses direitos”, analisou.
A senadora Fátima Bezerra, membro da Comissão de Educação do Parlamento do Mercosul (Parlasul), prometeu levar a pesquisa para discussão nas próximas reuniões daquele colegiado.

Assista ao depoimento de uma jovem bissexual, narrado por Toni Reis:

Leia mais:
Seja assinante do Blog Senador Georgino Avelino Minha Cidade. A liberdade de expressão é cara. O ansioso Blog Senador Georgino Avelino Minha Cidade decidiu oferecer assinaturas a seus navegantes. Pedir a contribuição financeira. Até aqui, o Blog S.G.A.M.C se financiou com publicidades. A todos os clientes, 

atendemos com eficiência, produtividade – e brilho! A publicidade do Blog resiste a qualquer escrutínio baseado em “mídia técnica”. Toda a indústria de publicidade caiu. Em todas as plataformas. Ainda que a audiência se desloque aceleradamente das mídias tradicionais – inclusive da tevê aberta, comercial – para a mídia online, mesmo assim, a publicidade, hoje, no mundo e no Brasil, se dispersa no que se chama de “cauda longa”: numa longuíssima lista de destinos na internet, e em direção a espaços nas redes sociais – Facebook e Twitter, por exemplo - onde é mais difícil fazer dinheiro, ou “monetizar”, como dizem os especialistas (ou pseudo-especialistas). A verdade é que a indústria da publicidade está em crise, mundialmente. Para seguir adiante com mais vigor ainda, foi que recorremos às assinaturas. Com isso, iremos proporcionar aos Internautas, Matérias Especiais, de tudo oque acontece na Cidade de Senador Georgino Avelino e Cidades Vizinhas. Deixando assim, os Internautas ainda mais informados sobre os fatos acontecidos na Cidade. Nossas Matérias, vocês receberão em Primeira Mão. Além disso, o Internauta poderá interagir com nossa Equipe. Comentários: os assinantes podem deixar suas opiniões em todas as publicações do Blog e interagir com os demais assinantes. O Conteúdo de você assinante, será diferenciado, contando com mais Publicações, e somente com Notícias de nosso Conteúdo, Contando também com Vídeos e Fotos de nossas Reportagens.

Image and video hosting by TinyPic

You Might Also Like

0 comentários

NOSSA PÁGINA

Formulário de contato