Robinson terá de fazer esforço sobre-humano para colocar mais policiais nas ruas

O governador Robinson Faria (PSD) sempre demonstrou grande preocupação com o tema da segurança pública.
Desde os tempos da presidência da Assembleia Legislativa, cargo que ocupou por 8 anos, Robinson tem estudado o assunto, procurando conhecer a fundo as causas e buscando soluções.
De olho na Governadoria, ele sempre entendeu que a insegurança pública é uma das maiores pedras no sapato de qualquer governante.
Como diretor da TV Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, eu tive a oportunidade de acompanhar Robinson numa de suas viagens de estudo sobre o tema segurança pública.
Por volta de 2006, salvo engano, ele viajou à Fortaleza para conhecer o então exitoso "Ronda do Quarteirão", implantado pelo governador Cid Gomes.
Robinson foi recebido pela cúpula da segurança pública para saber detalhes do programa cearense, que fixava duplas de policiais em pontos que cobriam um raio de 3 quilômetros de modo ostensivo e com todos os equipamentos exigidos. Os PMs andavam de Hilux.
Logo que foi implantado, o "Ronda do Quarteirão" reduziu significativamente os índices de homicídios na capital do Ceará, tida como uma das mais violentas do país.
Robinson ficou com o programa na cabeça e apresentou sua versão do programa - o Ronda Cidadã - durante as duas últimas campanhas eleitorais - como vice e agora como governador.
Ficamos na expectativa de ver um programa de policiamento adequado à nossa realidade que funcione e passe maior segurança ao cidadão.
O primeiro desafio de Robinson é colocar mais policiais nas ruas. Ele prometeu o reforço de mais 300 policiais diariamente na região metropolitana de Natal e no interior.
A tarefa se mostra extremamente difícil quando constatamos que 1,6 mil dos 8,8 mil policiais militares estão indisponíveis para sua função principal de policiamento.
São policiais que estão nos gabinetes dos diversos órgãos públicos.
Somando o contigente à turma que está de licença ou de férias, temos 30% do efetivo policial fora das ruas,  2,6 mil policiais, segundo dados da própria cúpula de segurança. O problema é antigo e sem solução, porque, entra governo e sai governo, nada muda.
Robinson terá de fazer um esforço sobre-humano para melhorar o policiamento nas ruas. Sem policiais, a ronda cidadã ou do quarteirão ficará só no campo das boas intenções.

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