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Presos são mortos em cadeia no RN; Sejuc descarta briga de facções

março 04, 2017Senador Georgino Avelino Minha Cidade

Weldon da Silva Nascimento, mais conhecido como 'Macarrão', e David Sales da Silva, o 'Quixabeirinha', foram encontrados mortos na Cadeia Pública de Mossoró (Foto: Sejuc/Divulgação)
Dois presos foram encontrados mortos na manhã deste sábado (4) na Cadeia Pública de Mossoró, cidade da região Oeste potiguar. Segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), está descartada a possibilidade de briga envolvendo facções criminosas. A suspeita, de acordo com a direção da unidade, é de uma disputa por venda de drogas nas ruas.

Em contato com o G1, o secretário Wallber Virgolino disse que foram encontrados enforcados Weldon da Silva Nascimento, mais conhecido como 'Macarrão', preso for furto, e David Sales da Silva, o 'Quixabeirinha', que respondia por assalto à mão armada. Os corpos estavam no banheiro da quadra do pavilhão 1.

"A causa da morte só mesmo o Itep (Instituto Técnico-Científico de Perícia) para dizer. Certo mesmo é que não foi rixa entre facções, pois os dois que morreram era do PCC e estavam isolados em uma pavilhão que só tem presos do PCC. Foi coisa interna mesmo, uma disputa por espaço e pelo controle do tráfico de drogas na cidade", afirmou o titular da Sejuc.
A Polícia Civil vai investigar as mortes.
Ao todo, até o momento, Itep já recolheu corpos de 26 presos em Alcaçuz (Foto: Divulgação/PM)
Facções
A disputa pelo controle do tráfico de drogas no RN tem causado violência não apenas nas ruas. Dentro dos presídios, membros do Sindicato do RN e do Primeiro Comando da Capital, o PCC, também estão se matando. Em janeiro, a Penitenciária Estadual de Alcaçuz foi palco de uma carnificina. Pelo menos 26 detentos foram assassinados durante um confronto envolvendo presos dos dois grupos. O 'Massacre de Alcaçuz', como ficou conhecida a matança, entrou para história como o mais violento episódio da história do sistema prisional potiguar.

Em 2016, pelo menos 31 detentos foram assassinados dentro do sistema prisional do estado – a maioria morta a facadas durante brigas envolvendo facções criminosas. Também há muitos casos em que os corpos foram encontradas dependurados pelo pescoço, mas sempre em condições suspeitas. Em 2015, foram 28 casos.
Calamidade

O Governo do Rio Grande do Norte prorrogou por mais 180 dias a situação de calamidade no sistema prisional do estado, que neste mês completa 2 anos de situação crítica. A renocação foi publicada na edição deste sábado (4) do Diário Oficial do Estado (DOE). Veja AQUI a íntegra do decreto.

Do G1 RN

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